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Mirante15/06/2018 | 08h52Atualizada em 15/06/2018 | 09h13

Nova investida de fórmula desgastada contra o prefeito de Caxias

Motivo do pedido, o "corretivo" divulgado pelo líder do governo Chico Guerra, é sério. Porém, instrumento de cassação chega desacreditado

Nova investida de fórmula desgastada contra o prefeito de Caxias Roni Rigon/Agencia RBS
Áudio com declarações de Chico Guerra aumenta a polêmica envolvendo o governo de seu irmão Daniel Guerra Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O novo pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerra (PRB) protocolado, ontem, na Câmara de Vereadores pelo comerciante Luis Carlos Ferreira Junior chega desacreditado. Não por sua motivação, que é séria, mas pelo desgaste da utilização do instrumento que visa à cassação do mandato. Trata-se da quarta investida neste sentido em um ano e meio de governo, passados dois meses da rejeição do terceiro pedido.

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A base do pedido protocolado é a conversa entre o líder do governo Chico Guerra (PRB) e o ex-coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado, em que é sugerida retaliação ao presidente da presidente da Associação de Moradores do Bairro Cânyon, Marciano Correa da Silva e, consequentemente, à comunidade. O "corretivo" proposto pelo líder e irmão do prefeito, que no áudio vazado demonstra ter a concordância do chefe do Executivo, é deprimente. A existência de uma "lista negra", citada por Chico, ajuda a alimentar a existência de perseguição. 

Muito grave. Precisa ser apurado. Porém, um novo processo de impeachment acaba revertendo-se em mais indignação de boa parcela da sociedade, que deseja menos polêmica e exposição negativa da cidade e mais resultados pelo desenvolvimento e atendimento às demandas em âmbito geral. 

Paralelamente ao pedido que agora vai para aceitação ou não dos vereadores, a Comissão de Ética Parlamentar da Câmara deu andamento ao requerimento de autoria do vereador Rafael Bueno (PDT) solicitando abertura de processo administrativo disciplinar contra o líder do governo. 

Os outros dois pedidos enviados à comissão (de autoria do vice-prefeito, Ricardo Fabris de Abreu, e do presidente da UAB, Valdir Walter, seguiram para análise da assessoria jurídica do Legislativo. Por fim, ainda há o desejo da UAB de que pelo menos oito vereadores encampem a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Com todos esses procedimentos, imagina-se que alguma providência será tomada. Os irmãos Guerra estão em situação complicada.  

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