Governo volta a enfileirar uma coleção de conflitos nos primeiros meses deste ano - Política - Pioneiro

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Áudio é novo abalo no governo09/06/2018 | 16h02Atualizada em 09/06/2018 | 16h26

Governo volta a enfileirar uma coleção de conflitos nos primeiros meses deste ano

Na gravação, líder do governo sugere "corretivo" em líder comunitário, mas prefeito Guerranega retaliação

Governo volta a enfileirar uma coleção de conflitos nos primeiros meses deste ano Juliana Bevilaqua / Agência RBS/Agência RBS
Guerra levou novos conselheiros do Conselho de Saúde de ônibus até unidades de pronto-atendimento para defender gestão compartilhada Foto: Juliana Bevilaqua / Agência RBS / Agência RBS

Desde o arquivamento do impeachment, em abril, o governo de Daniel Guerra (PRB) vivia dias de alguma tranquilidade. Afora a divergência com a antiga composição do Conselho Municipal de Saúde, que rejeitou a proposta de gestão compartilhada do Pronto-Atendimento 24 Horas, o Postão, e a tentativa de convencer os novos integrantes do órgão da necessidade de adotar a medida, não havia fortes polêmicas. 

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Mas, nesta semana, o vazamento de áudios voltou a abalar o governo. Neles, o líder de governo e irmão do prefeito, Chico Guerra (PRB), sugere que as demandas do presidente da Associação de Moradores do bairro Cânyon, Marciano Correa da Silva, não sejam atendidas como forma de dar um "corretivo" no líder comunitário. Guerra nega a retaliação.  Assim, nos primeiros meses de 2018, já surge uma coleção de novos conflitos, dando sequência à sucessão de impasses do ano anterior que, com frequência, eram judicializados.

Com os novos conflitos neste ano, o governo fica exposto à avaliação dos eleitores. Entre os comentários no Facebook do Pioneiro, as opiniões se dividem. Há os que concordam com a postura de Chico no episódio do áudio e os que lamentam a possibilidade de moradores serem prejudicados por conta de uma briga política. Marciano foi um dos autores do terceiro pedido de impeachment de Guerra e, conforme vídeos apresentados pelo vereador Chico, fez ameaças a ele e ao irmão prefeito. 

Nas ruas, o sentimento também se divide quando o assunto é avaliação do governo. Em uma enquete realizada com 10 pessoas na Praça Dante Alighieri, na tarde desta sexta-feira, sete consideraram que a administração não anda bem. Outros três entendem que o governo tem coisas boas.                                  

OUTRAS POLÊMICAS EM 2018

Desfecho do impeachment em abril, com arquivamento da denúncia.  

Proposta de gestão compartilhada do Postão foi rejeitada pelo Conselho de Saúde. O conselho tem nova composição, e a prefeitura tenta obter autorização do órgão para a gestão compartilhada. 

Aumento da tarifa do transporte coletivo determinado pela Justiça. 

Ausência de Guerra em compromissos, como o encontro na CIC e a audiência de conciliação com a Visate. 

FALA, POVO

O que você está achando do governo do prefeito Daniel Guerra?

"Ruim, o pior que já passou. É só vir na praça (Dante Alighieri) para ver a sujeira. E o Postão? Um dia fiquei seis horas esperando, mais três horas para fazer um exame. Parece que largaram a cidade de mão."  Paulo Pires, 46 anos, operador de máquinas.

"Parece que esse prefeito não quer diálogo com ninguém. Para mim, continua tudo igual, mas asfaltaram a Visconde de Pelotas com tantas outras ruas precisando mais. Eu só percebo reclamações."  Isabel Casal, 68, aposentada.

"Está mais ou menos. Eu não sou daqui, mas meus filhos que moram há uns 20 anos, dizem que está médio. Tem que torcer para melhorar." Oli da Silva Martins, 67, aposentado.

"A distância, uma coisa que me parece boa que ele fez foi acabar com a panela (de cargos em comissão) que tinha na prefeitura. Mas, claro, tem que ver se ele não está formando outra. Antes, tinha vereador que não era eleito e conseguia CC na prefeitura." José Jardelino da Silva, 64, aposentado.

"Não está bom. Não tem escolinha para as crianças, falta remédio nas UBSs." Tatiana Beatriz Kurek dos Santos, 35, comerciante.

"Péssimo. É o pior atraso para essa cidade. Tudo o que ele fez foi entrar na Justiça e perder. A cidade não tem mais limpeza, é só para inglês ver. Não tem manutenção. Capina não tem mais." João Carlos Rizzon, 63, aposentado.

"Bom. Ele é o cara. Botou os médicos para trabalhar. Já quiseram fazer impeachment dele, mas não vejo motivo. Virou mania pedir impeachment. Se é mau administrador, se desviou dinheiro, tudo bem. Gestor sempre vai receber críticas. Não vejo ninguém dizer que ele é ladrão. Não tem por que reclamar." Marcos dos Santos, 52, aposentado.

"Algumas coisas estão boas, como a UPA Zona Norte." Elisandra Pedroso dos Santos, 22, dona de casa.

"Mais ou menos. Não resolve nada do que precisa." Michele Ramos, 22, vendedora.

"Estou gostando. Ele está colocando as coisas no lugar. Está colocando a educação em dia. Na saúde, está colocando as pessoas trabalharem no horário. Acho isso importante. Está também ajudando os imigrantes, e acho isso importante também." Liane Maria Polla, 35, esteticista.

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