Fecha o cerco contra o líder do governo Daniel Guerra, na Câmara de Vereadores de Caxias - Política - Pioneiro

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Mirante08/06/2018 | 07h20Atualizada em 08/06/2018 | 07h20

Fecha o cerco contra o líder do governo Daniel Guerra, na Câmara de Vereadores de Caxias

Vereador Rodrigo Beltrão defende ainda que seja investigado se o Executivo acatou "corretivo" divulgado pelo irmão do prefeito

Fecha o cerco contra o líder do governo Daniel Guerra, na Câmara de Vereadores de Caxias Daniel Corrêa/Divulgação
Marciano, do bairro Cânyon, Valdir Walter, da UAB, e Rafael Bueno foram juntos protocolar dois pedidos de processo disciplinar Foto: Daniel Corrêa / Divulgação

O cerco se fechou na Câmara de Vereadores contra o líder do governo Chico Guerra (PRB). Pode recair sobre ele o "corretivo" defendido ao presidente da associação de moradores do bairro Cânyon, Marciano Correa da Silva, conforme áudio que vazou da conversa com o ex-coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado. Foram protocolados três pedidos de processo disciplinar na Comissão de Ética Parlamentar (os encaminhamentos foram feitos pela UAB, pelo vereador Rafael Bueno, do PDT, e pelo vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu, do Avante), além de denúncias no Ministério Público.

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Beltrão disse que Chico Guerra age como primeiro-ministroFoto: Franciele Masochi Lorenzett / Divulgação

Esta é a nova polêmica que envolve o governo Daniel Guerra (PRB), especialmente pelo fato de, no áudio, o líder dizer que havia a concordância do prefeito. E ainda anunciou: "É o número um da lista negra".

Na sessão de ontem, o vereador Rodrigo Beltrão (PT) questionou qual é o poder de fato do irmão do prefeito.

— Parecia que ele estava dando uma ordem (no áudio) como se primeiro-ministro fosse. 

O petista defendeu que não é Chico Guerra que a Câmara tem que investigar, mas, sim, o Poder Executivo, se de fato deu consequência à ordem do "primeiro-ministro".

— Talvez, pegando o fio da meada, se descubra que, se há um líder comunitário sendo perseguido, imaginem os vereadores mais enfáticos em fazer oposição o que pode estar acontecendo. Ou não. Mas isso tem que vir a público.

Chico tentou inverter a situação, mostrando um vídeo em que Marciano fala que iria erguê-los na “adaga” e no “pranchaço”. Porém, não apaga a represália anunciada em nome do prefeito. Imaginava-se que Chico pedisse desculpas pelo que disse no áudio. O que não aconteceu.

Paula Ioris (PSDB) definiu: 

— Nada justifica o que a gente ouviu. Se o senhor Marciano se exaltou, acho que a gente não pode perder nunca, enquanto lideranças, a serenidade que precisamos ter no nosso mandato, seja no Executivo ou no Legislativo.

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