Declaração do presidente da Câmara de Vereadores sobre pedido de impeachment do prefeito de Caxias provoca reação - Política - Pioneiro

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Mirante19/06/2018 | 07h40Atualizada em 19/06/2018 | 07h44

Declaração do presidente da Câmara de Vereadores sobre pedido de impeachment do prefeito de Caxias provoca reação

"Se ele acha que é uma palhaçada um cidadão querer estabelecer a verdade sobre os fatos ocorridos, deve estar no lugar errado", disse o autor do pedido 

Declaração do presidente da Câmara de Vereadores sobre pedido de impeachment do prefeito de Caxias provoca reação Divulgação/
Comerciante Luis Carlos Ferreira Junior protocolou pedido na quinta-feira e, em menos de 24 horas, solicitou a retirada Foto: Divulgação

O comerciante Luis Carlos Ferreira Junior, que protocolou o quarto pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerra na quinta-feira e solicitou a retirada no dia seguinte, reagiu às declarações do presidente da Câmara de Vereadores, Alberto Meneguzzi (PSB). Nas redes sociais, Meneguzzi disse: "Não compactuo com esta palhaçada que alguns fazem para envergonhar o Legislativo". E acrescentou que não será conivente com este tipo de procedimento, "que surge apenas para desgastar cada vez mais a imagem da classe política e prejudicar o andamento dos trabalhos do Legislativo e do Executivo".

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Junior disse que não se baseou em opiniões pessoais para pedir a admissibilidade do impeachment, mesmo assim respeita as palavras do presidente, porque o país é democrático.

— Se o presidente da Câmara acha que é uma palhaçada um cidadão querer estabelecer a verdade sobre os fatos ocorridos, ele deve estar no lugar errado. Não sou eu quem transforma, ou que quer transformar o Legislativo em uma lona colorida, muito menos em uma pizzaria. Acho que quem quer ser político deve respeitar o direito dos cidadãos de se manifestar — afirmou o comerciante.

O quarto pedido tinha como base os áudios em que o líder do governo, Chico Guerra (PRB), sugere ao ex-coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado, dar um “corretivo” no presidente da associação de moradores do Cânyon, Marciano Correa da Silva.

O autor do pedido de impeachment se refere também ao que Meneguzzi chamou de suprassumo da ignorância política e pediu respeito:

— Analfabetismo político é usar o poder de uma cadeira para impor a qualquer cidadão sua própria opinião. Sou brasileiro e a lei federal constituinte me permite o direito de me manifestar, e exijo que isso seja respeitado.

Quanto ao diálogo que Meneguzzi diz ter com prefeito ou secretários municipais, Junior não poupou:

— Não faz mais do que a obrigação, não vejo virtude individual nisso.

Ele defende que, se houver improbidade futura, a população não deve calar por capricho de qualquer parlamentar. Em resposta ao fato de Meneguzzi ter dito que “infelizmente, a lei federal permite que qualquer pessoa possa protocolar um pedido de impeachment”, Junior considerou um imenso desrespeito à lei federal constituinte.

"Qualquer cidadão quer que um político cumpra a lei, com moral, imparcialidade e verdade. Vivemos em uma democracia", acrescentou.

A admissibilidade ou não do pedido de impeachment será votada nesta terça-feira na Câmara. À tarde haverá depoimento do vereador Rafael Bueno (PDT) na Subcomissão de Ética Parlamentar em defesa da punição a Chico Guerra. Bueno é o autor do requerimento pelo processo disciplinar ao líder de governo. O relator é Edi Carlos Pereira de Souza (PSB). Novamente o PSB ocupa essa função em um processo envolvendo mandato. Edi é próximo do governo.

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