Vereador de Caxias se envolve em polêmica de uso de ônibus de transporte público para levar eleitores para votação - Política - Pioneiro
 

Mirante14/05/2018 | 10h47Atualizada em 14/05/2018 | 15h11

Vereador de Caxias se envolve em polêmica de uso de ônibus de transporte público para levar eleitores para votação

Pessoas teriam sido levadas para votação do Conselho Municipal de Saúde. Arlindo Bandeira (PP) alega que estava "pegando carona"

Vereador de Caxias se envolve em polêmica de uso de ônibus de transporte público para levar eleitores para votação Facebook/Reprodução
Foto: Facebook / Reprodução

O uso de um ônibus de transporte público intramunicipal para levar eleitores na votação do Conselho Municipal de Saúde em Fazenda Souza, sábado, com a presença do vereador Arlindo Bandeira (PP), foi a polêmica que encerrou a acirrada disputa iniciada em 24 de abril. O transporte era para os apoiadores do governo Guerra.

A composição do conselho, que toma posse no dia 22, vai novamente avaliar a possibilidade de terceirização do Postão 24 Horas.

Bandeira confirma ter ido com o Expresso Santa Lúcia e que ninguém "o impede de pegar carona". Ele afirma que não configura crime o transporte de eleitores, conforme a legislação federal, por não se tratar de eleição de vereador, deputado... 

– Cheguei na praça com meu carro e me convidaram para ir no ônibus – justifica Bandeira.

Ele tem conhecimento de vídeos que circulam na internet com imagens da chegada do ônibus e de cobranças de que se trata de crime eleitoral. Diz que, se for preciso, vai registrar um Boletim de Ocorrência.

O resultado da eleição na Região Rural (Fazenda Souza, Vila Oliva, Vila Seca, Criúva e Santa Lúcia do Piaí) deu vitória a Vera Lucia Pra Rech (titular) e Jairo Rech (suplente), da chapa 2, contrária à terceirização do Postão 24 Horas.

Votação mantida

A integrante da comissão eleitoral, Fabíola Papini, representante do Conselho Regional de Psicologia, diz que houve a denúncia do ônibus transportando eleitores em que o vereador estava. Além desse caso, havia no local uma pessoa com recibo de cobrança de transporte, segundo ela, provavelmente motorista, tentando localizar quem faria o pagamento. 

– O que conseguimos apurar é que foram dois ônibus, não sabemos quantas pessoas foram transportadas. Ficamos num impasse, não há nada regimentalmente e tomou-se como analogia a legislação federal. A comissão entendeu que faria a contagem dos votos, apesar da minha contrariedade em proclamar a vencedora. A chapa 3 é que fez o transporte irregular e a chapa 2 foi a vencedora. Entendemos que seria prejudicial que as pessoas fossem vetadas, então mantivemos a votação. Os fiscais das duas chapas entenderam que devíamos contar os votos e que as chapas lesadas deveriam seguir para o Ministério Público –  informa Fabíola.

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