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Mirante01/05/2018 | 21h38Atualizada em 02/05/2018 | 07h09

Temer e Lula protagonizam situações opostas no Dia do Trabalho

Presidente foi hostilizado após visitar prédio que incendiou e desabou em SP

Temer e Lula protagonizam situações opostas no Dia do Trabalho NIYI FOTE/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Michel Temer foi expulso por populares da área onde caiu o prédio em São Paulo Foto: NIYI FOTE / FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Dia do Trabalho foi marcado por dois episódios antagônicos envolvendo  nomes importantes da política nacional. Em São Paulo, o presidente Michel Temer (PMDB) passava por maus momentos na região em que desabou um prédio de 24 andares, durante um incêndio. Em Curitiba, mesmo preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mobilizava cerca de duas mil pessoas em ato em defesa de sua liberdade. 

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Vale lembrar que na segunda-feira, Lula, a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e os ex-ministros Antonio Palocci e Paulo Bernardo foram denunciados por corrupção passiva.  

 Curitiba PR 01 05 2018 Ato unificado do 1° de Maio, pela liberdade de Lula e em defesa da democracia, na Praça Santos Andrade, em Curitiba. (Ricardo Stuckert/Divulgação)
Cerca de duas mil pessoas participaram de ato pró-Lula em CuritibaFoto: Ricardo Stuckert / Divulgação

Lula enviou uma mensagem aos participantes do ato em Curitiba (PR), dizendo que o Brasil vive o 1º de maio com tristeza, mas esperança.

"É com tristeza que vivemos um momento onde a nossa democracia está incompleta, com um presidente que não foi eleito pelo povo no poder", diz o texto.

Já Temer, do alto de sua impopularidade, decidiu ir ao local onde o prédio caiu em SP. As pessoas o expulsaram. Quando ele dava entrevista, começaram os gritos de "golpista". O trajeto até o carro foi num ambiente de tensão, em meio a muitos protestos. Dentro do veículo oficial, alguns deram tapas no vidro e na lataria. 

— Eu não poderia deixar de vir aqui porque, afinal, eu estava em São Paulo e ficaria muito mal eu não comparecer para dar exatamente apoio àqueles que perderam suas casas — disse o presidente.

A reação deve servir para que seus aliados tenham clara a rejeição que despertam. Nesta semana, ocorre depoimento da filha de Temer, Maristela, por suspeita de ter tido sua casa reformada com dinheiro de propina da empresa JBS. Mas, claro, é ele quem está na mira. 

Enfim, o que se tem é um presidente sem qualquer prestígio e um ex-presidente preso, que desperta amor e ódio. O país vive uma situação de conflito constante e sem um nome que agregue e apazigue.

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