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Plano Diretor24/05/2018 | 07h30Atualizada em 24/05/2018 | 07h30

Sete vereadores se manifestam a favor de criação de CPI em Bento Gonçalves

Câmara Municipal também quer investigar suposta compra de votos

Sete vereadores se manifestam a favor de criação de CPI em Bento Gonçalves Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Cinco vereadores de Bento Gonçalves já assinaram o requerimento para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar seis colegas que teriam recebido propina de empresários da construção civil. O vereador Moacir Camerini (PDT), autor da proposta, já garantiu a adesão de quatro colegas: Paulo Roberto Cavalli (PTB), Agostinho Petroli, Elvio de Lima e Idasir dos Santos, os três do MDB. Agora, eles buscam a sexta assinatura, que garantiria o início da investigação na Câmara Municipal.

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Ontem à noite, os vereadores Gustavo Sperotto (DEM) e Volnei Christofoli (PP) admitiram ao Pioneiro que devem assinar o documento hoje. Nos próximos dias, a Executiva municipal do PDT pretende conversar com o vereador Jocelito Tonietto na tentativa de convencê-lo a assinar o requerimento. Procurado pela reportagem, Tonietto disse apenas que irá “aguardar até segunda”. O presidente da Casa, Moisés Scussel (PSDB), é contrário à abertura da CPI.

Em uma gravação do início de abril, Sperotto afirmou que seis parlamentares teriam recebido cada um R$ 40 mil de representantes da construção civil. A propina seria o pagamento para votarem a favor de uma emenda do Plano Diretor.

Segundo Camerini, a Câmara Municipal precisa investigar toda a gravação – desde a acusação contra os vereadores e a denúncia de que haveria funcionários fantasmas na Secretaria do Esporte e Lazer. Camerini diz que outros colegas devem aderir à assinatura da CPI para não ficar isolados ao desejo da maioria da comunidade. 

– Estou confiante que vamos conseguir abrir a CPI. Todos os 16 vereadores são suspeitos e  estão sendo chamados para depor no Ministério Público. Precisamos fazer perguntas na CPI – diz Camerini.

Desde o dia 14, o Ministério Público (MP) de Bento instaurou um inquérito civil público de improbidade administrativa para investigar suposta corrupção envolvendo o Plano Diretor. A emenda polêmica prevê a alteração da altura dos prédios de dois para seis pavimentos, no bairro São Bento, podendo ter ainda mais dois pavimentos.

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