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Mirante08/05/2018 | 07h05Atualizada em 08/05/2018 | 15h26

Quórum é baixo, mas reunião do prefeito de Caxias sobre Plano Diretor tem boa avaliação

Não faltou uma espetada de Daniel Guerra, sobre o tempo consumido com o impeachment, diante da afirmação de que encontro era tardio

Quórum é baixo, mas reunião do prefeito de Caxias sobre Plano Diretor tem boa avaliação André Tajes/Agencia RBS
Pouca participação, mas com avaliação favorável diante de possibilidade de questionamentos e esclarecimentos Foto: André Tajes / Agencia RBS

A reunião promovida nesta segunda-feira pelo prefeito Daniel Guerra (PRB) com vereadores para falar sobre o Plano Diretor foi considerada muito boa, dentro da relação republicana, por três dos participantes declaradamente de oposição. Porém, o quórum foi bastante baixo, com a presença de apenas sete dos 23 vereadores.

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O esvaziamento já era pedra cantada diante da manifestação do vereador Elói Frizzo (PSB), de que considerava uma invasão de competência do prefeito o convite, uma vez que, com o encaminhamento do projeto pelo Executivo, a iniciativa de discussão era da Câmara.

De qualquer forma, Adiló Didomenico (PTB), Alceu Thomé (PTB) e Renato Oliveira (PCdoB), ouvidos pela coluna Mirante, avaliaram como positivo o encontro, com a abertura para questionamentos. O chamado do prefeito, porém, foi considerado um pouco tardio, diante dos esclarecimentos técnicos que poderiam ter evitado discussões e sanado dúvidas.

A avaliação positiva não significa que o Plano Diretor enviado à Câmara não terá alterações  – a exemplo da redução do índice construtivo, que já é anunciada como uma medida que não passa. Nesta terça-feira, às 19h, haverá audiência pública na Câmara.

A nota dissonante foi a provocação do prefeito ao responder a afirmação de Adiló de que a discussão era tardia.

– Precisamos ponderar que o Executivo em momento algum ficou de recesso. A Câmara legitimamente, como previsto na Lei Orgânica, estava em recesso em janeiro. E em fevereiro e março houve um consumo dos vereadores aquele processo tão ruim para cidade, aquele processo de impeachment, que consumiu um tempo precioso da Câmara que poderia ter sido usado para esse tipo de discussão. Creio que tem uma soma de responsabilidades conjuntas – disse Guerra.

Posicionamentos

Para Adiló, o encontro foi interessante, “com exceção que o prefeito poderia ter poupado de cutucar a Câmara, dizendo que ficou discutindo o impeachment”.

– Pena que foi feita hoje (segunda-feira), teríamos poupado muita discussão. O governo mandou o Plano Diretor ao apagar das luzes de 2017. Fui porque tenho provocado o Executivo para reunir os vereadores. Continuo defendendo o pacto para a cidade – resumiu Adiló.

Thomé disse que o prefeito foi muito receptivo e que, embora um pouco tardia, a reunião foi esclarecedora, de muita valia.

– O impeachment já passou, temos que pensar na cidade. Não podemos pensar pequeno. Somos oposição, mas os problemas da cidade estão acima dos partidos.

Renato seguiu a mesma linha sobre os esclarecimentos obtidos e também de que a reunião deveria ter ocorrido antes.

– Foi uma abertura, ele nos deixou bem à vontade – avaliou.

Quanto à colocação do prefeito do tempo com o impeachment, o comunista disse que, independentemente do processo de cassação, a Câmara andou.

Também atenderam ao chamado de Guerra, Arlindo Bandeira (PP), Kiko Girardi (PSD), Chico Guerra (PRB) e Renato Nunes (PR). 

Aliás, todos vereadores deveriam participar. Já Guerra poderia conter-se e evitar a espetada sobre o impeachment. 

Quem sabe na próxima.

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