Prefeito Daniel Guerra não vai à audiência de conciliação com a Visate - Política - Pioneiro

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Mirante17/05/2018 | 08h10Atualizada em 17/05/2018 | 08h10

Prefeito Daniel Guerra não vai à audiência de conciliação com a Visate

Chefe de Gabinete, Júlio Freitas, vai representar o governo 

Prefeito Daniel Guerra não vai à audiência de conciliação com a Visate Felipe Nyland/Agencia RBS
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

O prefeito Daniel Guerra (PRB) não irá à audiência de conciliação hoje, às 14h30min, entre a prefeitura e a concessionária do transporte coletivo urbano, Visate, com a juíza Maria Aline Vieira Fonseca, da 2ª Vara Cível Especializada em Fazenda Pública, no sentido de viabilizar a passagem no valor de R$ 4,02. A juíza fixou provisoriamente a tarifa em R$ 4,30 a partir de 1º de junho.

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Quem participará da audiência pelo governo é o chefe de Gabinete, Júlio César Freitas da Rosa, o procurador-geral do Município, Felipe Barreto Dal Piaz, e a procuradora Ana Cláudia Doleys Schittler.

Diante da importância do tema em questão, teria forte peso político a participação de Guerra na audiência, mesmo que não chegassem a uma conciliação.  Difícil imaginar que ocorra um entendimento.

Momento de definição

Na Câmara, o vereador Elói Frizzo (PSB) disse que, na tarde desta quinta-feira, "vamos viver um momento de definição na cidade". Ele é autor de uma moção, com a adesão de outros 12 vereadores, que será votada nesta quinta, propondo medidas administrativas e legais por parte do município a serem acordadas com a concessionária.

— Acho que é um momento que vai impactar. A partir da posição que, eventualmente, o senhor prefeito tomar, impactará a cidade no futuro. 

O vereador defendeu que as medidas propostas na moção propiciam sair de um impasse, "que se estabeleceu a partir da campanha eleitoral, sem nenhum fundamento". É sugerido isenção de tributos municipais, flexibilização na obrigatoriedade do uso de operadores em determinados horários e linhas, flexibilização da renovação da frota, estudo visando financiar parte do custeio de gratuidades e definição de critérios socioeconômicos de gratuidades aos usuários dos 60 aos 65 anos. Ele lembrou que há mais de um ano os vereadores têm insistido que há formas de resolver e baixar o preço da tarifa.

— O prefeito que escute, não faça ouvidos moucos. O prefeito que vá lá, converse com a juíza, converse com a empresa — ressaltou Frizzo, acrescentando que Guerra tem que assumir sua responsabilidade.

Porém, a informação vinda da assessoria de imprensa é de que Guerra não estará presente. Não é uma surpresa. O prefeito não vai a situações que exijam enfrentamento. 

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