CIC de Caxias do Sul quer candidatos pés no chão - Política - Pioneiro

Versão mobile

 

Eleições 201821/05/2018 | 18h34Atualizada em 22/08/2018 | 11h44

CIC de Caxias do Sul quer candidatos pés no chão

Durante reunião-almoço com a jornalista Carolina Bahia, presidente Ivanir Gasparin falou sobre a expectativa do pleito de outubro

CIC de Caxias do Sul quer candidatos pés no chão Julio Soares/Divulgação
Foto: Julio Soares / Divulgação

A palestra com a editora-chefe e colunista da sucursal da RBS em Brasília, Carolina Bahia, na reunião-almoço da CIC de Caxias do Sul nesta segunda-feira, foi a oportunidade para o empresariado caxiense pensar e discutir a eleição que se aproxima. A jornalista abordou o pleito de outubro e o quadro político no pós-impeachment. Fez uma análise do cenário político e apostou em emprego e segurança como os temas que devem pautar a campanha eleitoral deste ano. 

— Precisamos buscar alguém que dê sinais claros de que poderá levar o país para o caminho da credibilidade e da estabilidade — aconselhou a jornalista.  

— A Carolina colocou para o empresário caxiense um pouco de motivação. Eu acho que essa motivação nós estamos precisando — avaliou Ivanir Gasparin, presidente da CIC.  

Antes da palestra, Gasparin, em um breve discurso, alertou que, se o atual quadro político se mantiver, o próximo presidente da República terá cerca de 20% de apoio no Congresso, o que, na visão dele, compromete a governabilidade. Ele também provocou os empresários presentes a refletir sobre que perfil de candidato eles querem: 

— Fica a pergunta: elegeremos um populista, que poderá prometer, conforme diz o ditado, o céu sem morrer, ou vamos eleger um candidato que de fato encare as mudanças necessárias para fazer avançar o Brasil? O Brasil precisa de um choque de capitalismo, de liberdade empreendedora para nos aproximar de um país desenvolvido. Por isso, é importante que assumamos o compromisso de usar o poder do voto de forma consciente.

Após a reunião-almoço, o presidente da CIC conversou com o Pioneiro e detalhou o que a entidade espera das eleições deste ano. Confira: 

Qual a sua expectativa, e a da CIC, para a eleição desse ano?
Para nós, será um divisor de águas. Talvez seja das eleições mais importantes dos últimos tempos. Nós acreditamos que até a eleição vai ter muita acomodação ainda. Acho que esse campo de radicalismo, tanto de um lado quanto do outro, deverá se acalmar. A discussão da eleição não chegou nas famílias ainda, então, me parece que nós vamos ter uma boa eleição e uma limpeza, principalmente, no Congresso Nacional, que é muito importante para o futuro do Brasil. 

O que vocês esperam dos candidatos? O que o empresariado quer?
O empresário realmente quer, porque muitos dos empresários são esclarecidos de uma reforma que precisa ser feita, é pés no chão. Nós temos de parar de oferecer ir ao céu sem morrer, ou seja, não é possível que essas reformas tão necessárias para se fazer no Brasil se deixe para amanhã, e que se discuta com seriedade, não simplesmente jogar para a plateia. 

Dos pré-candidatos colocados até agora, qual o senhor julga que tenha mais condições, mais credibilidade e possa garantir estabilidade ao país?
Não queria colocar nomes no momento, mas acho que projeto. Mais importante que o candidato é o projeto. E além do projeto, precisa ter uma base de apoio no Congresso. 

O pré-candidato Jair Bolsonaro foi recebido pela CIC quando esteve em Caxias. Isso é um indicativo de apoio?
Não. Nesta semana e na semana que vem, estaremos recebendo candidatos. Todos os candidatos (a presidente e a governador) serão recebidos em uma reunião fechada, não em uma reunião-almoço. E os candidatos a deputado terão um dia específico para apresentar a sua proposta em um dia só, em uma reunião. Todos serão recebidos na CIC, independente da cor partidária.

O senhor falou no seu discurso de abertura da reunião-almoço que é preciso pensar em um candidato que não seja populista.
Independente de esquerda ou direita, na nossa opinião, populista é aquele que promete aquilo que é inviável. É o caso da Reforma da Previdência. Não é possível que, com esse déficit da Previdência, alguém venha dizer para o eleitor que não é preciso fazer uma reforma. Isso é impossível. O Estado está atrasando salários, daqui uns dias vai ser a União e logo chegará nas prefeituras. Então, populismo para mim é isso, dizer que não precisa fazer essa reforma. Ser de direita, ser de esquerda, ser de centro, nesse ponto todos são populistas nesse sentido. 

Vocês têm mantido reuniões com os partidos em Caxias em função da eleição para deputados federal e estadual. A que conclusão vocês têm chegado?
Há um desconforto em alguns partidos políticos em Caxias do Sul. O que tem se notado é que nós precisamos ter candidatos fortes, e nós colocamos isso abertamente: que esses candidatos que concorrem a deputado estadual e federal não sejam trampolim para a próxima eleição para vereador. Qual é a ideia? A ideia é que a pessoa que seja candidata seja para deputado estadual ou deputado federal ou senador e claro que nós sabemos que só Caxias não elege, mas a Serra tem de estar representada nesse momento. 

Leia também
Número de eleitores aumenta em Bento Gonçalves e Farroupilha
Édio Elói Frizzo: "Nunca optei em ser unanimidade"
Ex-vereador Adelino Teles filiou-se no PSD

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros