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Mirante29/05/2018 | 08h30Atualizada em 29/05/2018 | 11h56

As ramificações da greve dos caminhoneiros

Paralisação provocou explosão de insatisfações 

As ramificações da greve dos caminhoneiros Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Motivações político-eleitorais passaram a tomar conta da manifestação e podem influenciar na solidariedade à greve Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A paralisação deflagrada pelos caminhoneiros acabou virando uma explosão de insatisfação. O preço dos combustíveis, que puxou a mobilização, saltou para uma infinidade de temas – e com claro objetivo político eleitoral. Agora é Fora, Temer, intervenção militar, corrupção, imprensa, salário dos políticos, fim do comunismo, número de vereadores, enfim... 

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A manifestação extrapola o bom senso ao impedir que caminhões abasteçam os postos de gasolina. A ira desencadeada faz com que o sentimento popular de justa solidariedade aos caminhoneiros acabe se perdendo.  

A situação que se verifica é muito grave, com os municípios decretando situação de emergência, hospitais cancelando cirurgias, além da falta de alimentos, transporte, prejuízos às empresas e ao comércio, que se reflete diretamente na vida de cada cidadão. De que adianta liberar, por exemplo, caminhão com oxigênio, se os médicos não têm como chegar aos hospitais?

A impopularidade do presidente Michel Temer (MDB) é fato. A responsabilidade do governo federal para que o país chegasse a esse ponto, também.  A determinação do uso das Forças Armadas para desmontar as paralisações surtiu o pior efeito. 

Mas, se em 2013 as manifestações iniciais que levaram o povo de volta às ruas acabaram desembocando numa série de depredações no país, a do atual momento também segue por um caminho delicado. A forte defesa à intervenção militar é preocupante. O voto deve ser o instrumento usado para mudar o país.

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