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Mirante19/04/2018 | 08h30Atualizada em 19/04/2018 | 08h30

Defesa do prefeito de Caxias analisa, via Twitter, votos pelo impeachment

Heron Fagundes fez considerações e questionamentos referentes à posição de vereadores

Defesa do prefeito de Caxias analisa, via Twitter, votos pelo impeachment Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Heron Fagundes, advogado do prefeito Daniel Guerra, durante a sessão de julgamento na Câmara, na segunda-feira Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O advogado de defesa do prefeito Daniel Guerra (PRB), Heron Fagundes, usou o Twitter, nesta quarta-feira, para analisar os votos favoráveis ao impeachment. O pedido de cassação foi rejeitado pela Câmara de Vereadores na segunda-feira. Heron costuma fazer reflexões pela rede social. São 46 postagens. O Mirante fez um apanhado.

Ele pergunta, por exemplo, qual o embasamento legal que sustentou os votos favoráveis (nos tópicos um, vagas na educação infantil; e dois, Financiarte). 

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— Teriam realmente embasamento ou foi pelo "achismo" mesmo?

Ele  diz que no tópico três não entende o pensamento dos vereadores que votaram pela procedência de como restou configurado no pensamento deles de que o Postão teria sido terceirizado sem a anuência do Conselho Municipal de Saúde.

Sobre o tópico sete, mandato do vice-prefeito, ele destaca que conforme a Comissão Processante, nem deveria ter adentrado à Casa, por já ter sido debatido e derrotado no segundo pedido de impeachment. 

— Entendo que os únicos que poderiam justificar o voto favorável ao impeachment neste tópico, seriam Flavio Cassina, Rafael Bueno, Adiló Didomenico, Elói Frizzo e Alceu Thomé, pois poderiam alegar que somente estariam ratificando o voto exarado no segundo pedido de impeachment. Agora, o vereador Felipe Gremelmaier foi quem presidiu a Casa Legislativa na derrota das razões apresentadas pelo vice-prefeito naquela época e que são de similar conteúdo neste terceiro pedido, além de que Gládis Frizzo e Paulo Périco, no momento do segundo pedido de impeachment, votaram contrários à admissibilidade. Agora entraram em contradição?

Ele acrescenta que "a denúncia é tão desestruturada, que sequer carregou na sua confecção a apresentação do rol das testemunhas, item básico". Destaca que o pedido foi impetrado por 29 denunciantes, que "protocolaram" e largaram a responsabilidade no colo dos vereadores.

 Sobre seu pedido da leitura da denúncia, que foi criticado, disse que foi por ser um dia histórico para Caxias e em respeito à parte da população que não havia acompanhando as razões dos denunciantes.

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