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Mirante25/04/2018 | 13h19Atualizada em 22/08/2018 | 11h36

Cargos públicos garantem salário e visibilidade a pré-candidatos de Caxias

Antonio Feldmann (PSD) e Mauro Pereira (PMDB) conseguiram um CC até três meses antes da eleição 

Cargos públicos garantem salário e visibilidade a pré-candidatos de Caxias Ícaro de Campos/Divulgação
Feldmann (PSD) e Mauro (PMDB) vão tentar se eleger deputado federal Foto: Ícaro de Campos / Divulgação

Assim como o ex-deputado federal Mauro Pereira (PMDB) foi brindado com o cargo de assessor parlamentar de Furnas, com salário de R$ 16 mil, o ex-vice-prefeito Antonio Feldmann também ganhou um “auxílio” para sua campanha. Mauro e Feldmann são pré-candidatos a deputado federal. 

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Feldmann deixou o PMDB em busca de espaço para concorrer e ingressou no PSD no dia 3 deste mês. Virou assessor da bancada do partido na Assembleia Legislativa, com salário líquido de R$ 5.470, além de vale alimentação no valor de R$ 540. O PSD tem apenas um deputado, João Reinelli, ex-PV.

Mauro e Feldmann ficam até 6 de julho no cargo. O discurso do ex-vice-prefeito é de que vai elaborar um documento sobre as demandas e prioridades de Caxias e da Serra Gaúcha. Inclusive, diz que já está fazendo roteiros pela região e marcando reuniões com prefeitos e lideranças municipais. Feldmann informa que é um cargo de nomeação com função fora da sede, conforme a Resolução de Plenário 2.872/02.

Fato é que ele terá as viagens pagas com o dinheiro público para popularizar sua imagem como pré-candidato. Por um ano, o ex-vice ocupou cargo em comissão (CC) do PMDB, como diretor do Ministério do Desenvolvimento Social. Ele deixou a função em 6 de março. 

Mauro, por sua vez, ainda tem a filha Bruna Michele Pereira como CC na Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres desde 2016. Ela mora em São Paulo, apesar de o local de exercício, conforme sua ficha cadastral, ser o Distrito Federal. Ela recebe R$ 9,9 mil mensais (bruto). Mas o importante, como diz o pai, é que ela "ama" política. Com a função de "interlocutor" do governo, com o cargo de assessor em Brasília, Mauro se beneficia por estar próximo do poder e segue requisitado por prefeitos e vereadores, o que pode render frutos eleitorais.

Maurão e Toninho queriam ser candidatos a prefeito em 2016. Até andavam abraçados em defesa da candidatura própria do PMDB. Não estão mais no mesmo partido e serão adversários na disputa à Câmara. Ambos se ajeitaram até três meses antes da eleição.

É uma irmandade.

:: Ainda em maio do ano passado, o ex-deputado estadual Vinicius Ribeiro (PDT) passou a ser coordenador-geral da bancada na Assembleia. É outro pré-candidato que ganhou cargo público após ter ficado sem mandato. Ele recebeu líquido em março R$ 17.372,52.

:: Kalil Sehbe (PDT) continua diretor financeiro do Badesul, conforme consta no site. O PDT   anunciou que "deixaria" o governo de José Ivo Sartori (PMDB) há um ano.

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