Audiência termina sem conciliação entre o prefeito de Caxias, Daniel Guerra, e o ex-prefeito Alceu  - Política - Pioneiro

Versão mobile

 

Mirante27/04/2018 | 20h53Atualizada em 27/04/2018 | 20h53

Audiência termina sem conciliação entre o prefeito de Caxias, Daniel Guerra, e o ex-prefeito Alceu 

Chefe do Executivo passa a ser réu em ação penal resultante de declarações feitas em abril do ano passado

Audiência termina sem conciliação entre o prefeito de Caxias, Daniel Guerra, e o ex-prefeito Alceu  Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Desdobramentos dos conflitos entre Alceu e Guerra agora estão na Justiça Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Não houve conciliação entre o prefeito Daniel Guerra (PRB) e o ex-prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) na audiência realizada nesta sexta-feira, na 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS), em Porto Alegre. Aliás, como era esperado. Guerra passa a ser réu na queixa-crime impetrada por Alceu por calúnia, injúria e difamação, em virtude de declarações do prefeito feitas quando divulgou o balanço dos 100 dias de governo, em abril do ano passado. 

Leia mais  
Prefeito de Caxias, Daniel Guerra, e ex-prefeito Alceu devem ficar cara a cara 

Foi colocado pela defesa de Guerra, advogado Heron Fagundes, que as críticas não foram direcionadas a Alceu, mas, sim, feitas de forma genérica. À época, Guerra referiu-se aos que o antecederam como "os acostumados a mamar no dinheiro público, ao jeitinho, às negociatas, aos rolos, aos fura-filas e às pilantragens". Foi proposto um acordo de respeito mútuo de que as críticas não eram pessoalizadas. Já o advogado de Alceu, Airton Barbosa de Almeida, propôs, então, que Guerra reconhecesse que as ofensas não eram a Alceu. E assim ficaria documentado esse reconhecimento de Guerra. A defesa do prefeito não aceitou.

— Falamos em arquivar o processo se Daniel (Guerra) reconhecesse que (as ofensas) não eram contra Alceu. Não toparam. Não nos satisfazia arquivar só pelo respeito mútuo. O Ministério Público acenou que o caminho era o prosseguimento — afirmou Airton. 

— Como ele (Alceu) quer que se reconheça alguma coisa, se não houve ofensa pessoalizada? Queria que constasse que não foi para ele, exigiam que tivesse um documento que dissesse que não foi para a pessoa do ex-prefeito. A intenção era exatamente provocar este documento, de que Alceu não é pilantra, etc... Ele se auto-ofendeu, se colocou na posição de vitimismo. Queria o documento para usar futuramente – declarou Heron.

Lógico que interessava a Alceu que Guerra se tornasse réu. 

Leia também
Prefeitura de Caxias faz acordo com o Sindiserv em ação para pagamento de férias a professores
Sartori garante pagamento de salários até R$ 4,5 mil na segunda
Ex-prefeito de Caxias do Sul deverá ressarcir R$ 431 mil aos cofres públicos

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros