Deputados de Caxias têm posições divergentes sobre elogios de Ana Amélia aos atos contra caravana de Lula - Política - Pioneiro

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Mirante27/03/2018 | 16h43Atualizada em 27/03/2018 | 16h55

Deputados de Caxias têm posições divergentes sobre elogios de Ana Amélia aos atos contra caravana de Lula

Pepe Vargas e Mauro Pereira se manifestaram no plenário da Câmara

Deputados de Caxias têm posições divergentes sobre elogios de Ana Amélia aos atos contra caravana de Lula Lisiane Severo/Divulgação
Senadora fez declarações no sábado durante a pré-convenção do PP Foto: Lisiane Severo / Divulgação

Os deputados federais Pepe Vargas (PT) e Mauro Pereira (PMDB) manifestaram-se na tribuna da Câmara, segunda-feira à noite, sobre as declarações da senadora Ana Amélia Lemos (PP).  Ela elogiou os atos dos manifestantes durante a passagem da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Rio Grande do Sul.

No sábado, em encontro do PP gaúcho, Ana Amélia cumprimentou Bagé, Santa Maria, Passo Fundo, Santana do Livramento, "que botaram a correr aquele povo que foi lá levando um condenado", numa referência a Lula. Em várias cidades, foram arremessados pedras e ovos em ônibus. Também ocorreram agressões com relho de produtores rurais contra apoiadores de Lula. 

Naturalmente, as posições de Pepe e de Mauro foram opostas. 

O petista criticou, dizendo que a senadora precisa fazer uma autocrítica 

— Acho que a senadora deveria fazer uma autocrítica, porque todo mundo tem o direito de errar, desde que reconheça seu erro. É inaceitável que uma senadora da República faça uma apologia de alguém que cometeu crime de violência — afirmou Pepe.

Presidente do PT gaúcho, ele disse que farão representação junto ao Ministério Público para identificar os autores dos atos de violência.

Ele definiu como as ações de violência contra a caravana do ex-presidente Lula pelo Rio Grande do Sul e por Santa Catarina como de inspiração fascista.

— Nós, lideranças políticas de todos os partidos, precisamos ter capacidade de dizer às pessoas que todo mundo tem o direito de ser a favor ou contra a qualquer facção política, o que não é admissível é a violência política.

Mauro, por sua vez, defendeu Ana Amélia.

— É uma senadora que defende a sociedade brasileira e, em especial a sociedade riograndense. O que aconteceu no nosso Estado com a caravana do ex-presidente Lula foi, na verdade, um insulto muito grande com o nosso povo gaúcho. Imagine o povo que trabalha de sol a sol para plantar o milho, para plantar a soja, para plantar o fumo, para plantar as culturas mais diversas que nós temos no nosso Estado e, de repente uma pessoa, o ex-presidente, pega e chama os nossos agricultores, os nossos produtores, de caloteiros. É lógico que não vai querer ser recebido com flores, com rosas — disse o peemedebista.

Reforçou dizendo que "todo mundo sabe o modus operandi do MST, de outros movimentos desses partidos (PT e PCdoB), e da maneira com que eles nos tratam".

— Nós temos que pensar bem: não fazer para o próximo o que não queremos para nós — emendou Mauro.

A manifestação de Ana Amélia foi na pré-convenção do PP, quando o deputado federal Luiz Carlos Heinze foi escolhido pré-candidato ao governo do Estado. Na segunda-feira, ao falar sobre ter elogiado o uso de relhos nas manifestações, ela justificou que levantar um rebenque não é um ato violento, e que é somente um instrumento de trabalho de quem vive no campo.

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