Comissão que analisa impeachment do prefeito de Caxias do Sul tem depoimentos tímidos - Política - Pioneiro

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Mirante09/03/2018 | 09h30Atualizada em 09/03/2018 | 09h30

Comissão que analisa impeachment do prefeito de Caxias do Sul tem depoimentos tímidos

Oitivas da primeira semana abordaram seis, dos sete tópicos da denúncia contra Daniel Guerra (PRB)

Comissão que analisa impeachment do prefeito de Caxias do Sul tem depoimentos tímidos Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Encerraram-se os depoimentos de testemunhas desta semana da Comissão Processante, e o saldo é tímido. Os depoimentos atacaram seis tópicos da denúncia: relação jurídica entre prefeito e vice-prefeito; relação do Executivo com a Câmara de Vereadores; falta de consulta ao Conselho Municipal de Saúde; oferta de vagas na educação infantil; composição do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema); e descumprimento de metas do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. E pode-se dizer que apenas um deles submete o prefeito a uma exposição maior, por ter assinado uma ordem de serviço interna, em 13 de abril, que pretendeu tornar nulos os expedientes emitidos pelo vice, isso depois de a Justiça ter confirmado dias antes, em 5 de abril, que Ricardo Fabris permanecia, sim, como vice-prefeito. A ordem de serviço foi, no mínimo, uma imprudência e uma exorbitância do prefeito.

Os demais tópicos até agora não param em pé para amparar uma denúncia de impeachment. Ainda assim, impeachment existe para confrontar o voto popular, quando há razões gravíssimas para isso. Como interfere nesta soberania, de um mandato concedido pela população, não podem pairar dúvidas quanto à gravidade do ato cometido, a ponto de se tornar crime indiscutível de responsabilidade.

Os depoimentos seguem em ritmo lento, sem maiores polêmicas, a não ser trocas de farpas entre o relator da comissão, Edio Elói Frizzo (PSB), e o advogado Heron Fagundes. Para a semana que vem, estão previstos os dois últimos depoimentos e, depois, ao final, a oitiva de Daniel Guerra, que deve fazer esquentar o ambiente.

Apesar das farpas entre o relator Edio Elói Frizzo e o advogado de defesa Heron Fagundes, e do ambiente político tenso, ainda há espaço para descontração e informalidade. Ainda bem. 

No intervalo entre os depoimentos da sessão de ontem da Comissão Processante, Frizzo (E), o líder do governo, Chico Guerra (PRB), e o presidente da Câmara, Alberto Meneguzzi (PSB), estampam largos sorrisos.

 * A colunista Rosilene Pozza está de férias.  


 
 
 

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