Câmara de Vereadores de Caxias rejeita projeto que propunha venda de Farmácia do Ipam - Política - Pioneiro

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Votação06/03/2018 | 11h18Atualizada em 06/03/2018 | 11h22

Câmara de Vereadores de Caxias rejeita projeto que propunha venda de Farmácia do Ipam

Proposta do Executivo foi rejeitada com 20 votos contrários

Câmara de Vereadores de Caxias rejeita projeto que propunha venda de Farmácia do Ipam Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
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Mais um projeto controverso do Executivo foi rejeitado pela Câmara de Vereadores de Caxias do Sul na sessão ordinária desta terça. Dessa vez, por 20 votos contrários, os parlamentares rejeitaram a proposta de alienação da Farmácia do Ipam, que na prática autorizaria a venda do capital. Apenas os vereadores Chico Guerra (PRB)  e Renato Nunes (PR) posicionaram-se.

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Durante a discussão do projeto, Rafael Bueno (PDT) apresentou números referentes ao lucro dos últimos cinco anos da Farmácia. O levantamento obtido a partir de dados do portal da transparência da própria entidade, indica queda de faturamento de 91% no comparativo entre 2016 e 2017.

— O lucro passou de R$ 813 mil em 2016 para R$ 72 mil em 2017. Como se explica essa queda? Alguém lucrará com isso. Não podemos ser coniventes com essa situação — comentou o pedetista diante de um público formado por funcionários da farmácia.

Os demais pronunciamentos dos parlamentares reforçaram críticas ao projeto. Para Alceu Thomé (PTB), a rejeição da proposta requer agora que vereadores monitorem a postura que será adotada pela diretoria do Instituto de Previdência e Assistência Municipal (Ipam).

— Vamos estar atentos para que não ocorra demissão em massa (dos funcionários) — ressaltou.

Na mesma linha, o vereador Elói Frizzo (PSB) — que salientou estar evitando repercutir assuntos voltados diretamente ao Executivo por ser o relator do processo de impeachment do prefeito Daniel Guerra (PRB) — reforçou a função fiscalizatória que a Câmara deve desempenhar a partir da reprovação ao projeto:

— No ano passado pensávamos, ingenuamente, que o prefeito havia se solidarizado com a mobilização dos funcionários. Agora devemos acompanhar atentamente a questão orientada de quebrar a farmácia. Vamos avaliar qual será o valor de mercado dela daqui a alguns meses.

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