Restrições nas oitivas no processo de impeachment do prefeito de Caxias depõem contra a Câmara - Política - Pioneiro

Versão mobile

 

Mirante23/02/2018 | 08h30Atualizada em 23/02/2018 | 08h30

Restrições nas oitivas no processo de impeachment do prefeito de Caxias depõem contra a Câmara

Em um tema de forte significado para a cidade, TV Câmara não transmitirá ao vivo e veículos de imprensa terão uma série de impedimentos

Restrições nas oitivas no processo de impeachment do prefeito de Caxias depõem contra a Câmara Porthus Junior/Agencia RBS
Comissão Processante, presidida por Edson da Rosa, limita acesso de informações à população Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

As medidas adotadas pela Comissão Processante da Câmara de Vereadores para o acompanhamento das oitivas no impeachment do prefeito Daniel Guerra (PRB) são limitadoras à população. Em tempos de acesso imediato à informação, justamente na discussão de um tema de forte significado para a cidade, haverá um vácuo na divulgação do andamento dos depoimentos — em especial, lógico, o do prefeito. 

Tudo é proibido: celulares, equipamentos de áudio, filmagem e até fotografia. A TV Câmara não transmitirá ao vivo. A íntegra somente será disponibilizada no dia seguinte no site da Câmara. 

Leia mais:  
Prefeito de Caxias do Sul irá depor no dia 5 de março na Comissão Processante do impeachment

E mais: a sala em que ocorrerão as oitivas tem capacidade para apenas 60 pessoas, que ficará lotada por vereadores, assessores e a torcida organizada já conhecida de parlamentares, principalmente dos contrários ao governo, que são maioria, além da imprensa. É claro que o depoimento de Guerra será aguardado com expectativa, e isso pelos dois lados. 

O formato remete a um pensamento: temor das repercussões nas redes sociais no caso de transmissão ao vivo. Mas, se tudo é feito dentro do que manda o figurino — e com isenção —, não deveria haver impedimentos para levar à população o que irá transcorrer na Sala das Comissões Vereadora Geni Peteffi. 

Surpreende ainda mais pelo fato de o presidente da Câmara, Alberto Meneguzzi (PSB), ser jornalista. Ele sabe bem da importância de uma transmissão dessas. Embora o argumento seja de que as decisões são da Comissão Processante, presidida por Edson da Rosa (PMDB), a direção da Casa está chancelando. E se Meneguzzi estivesse na função de jornalista, como reagiria?

Leia também:  
"Precisamos da ajuda dos nobres pares", pede vereador da base do governo Daniel Guerra
Saiba quem são as testemunhas de defesa no processo de impeachment do prefeito de Caxias do Sul 

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros