"Não vi nada de novo", diz presidente da Câmara de Caxias sobre discurso de Daniel Guerra - Política - Pioneiro
 

Mirante03/02/2018 | 10h00Atualizada em 03/02/2018 | 10h00

"Não vi nada de novo", diz presidente da Câmara de Caxias sobre discurso de Daniel Guerra

Alberto Meneguzzi avaliou pronunciamento feito, sob vaias, na abertura do ano legislativo. Outros vereadores seguiram a mesma linha. Chico Guerra considerou bom

"Não vi nada de novo", diz presidente da Câmara de Caxias sobre discurso de Daniel Guerra Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O presidente da Câmara de Vereadores, Alberto Meneguzzi (PSB), entende que o discurso do prefeito Daniel Guerra (PRB), feito na quinta-feira, por ocasião da abertura do ano legislativo, não trouxe nada de novo. Disse que sentiu falta de um tom mais conciliador. 

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– Muito passado e muito futuro. Faltou o presente. Senti falta de um discurso com um tom mais conciliador, de tentativa de entendimento, com o movimento comunitário, por exemplo. Outros segmentos da sociedade reclamam por mais atenção e diálogo. Não ouvi algo que pudesse ser um alento do tipo " vou mudar a postura". Não vi nada de novo que já não tivesse ouvido em seus discursos — sintetiza o presidente da Câmara.

A avaliação de Meneguzzi reflete a expectativa que havia em relação ao pronunciamento do prefeito diante de tantos conflitos vivenciados em 2017.  Porém, não se viu aceno, por parte do Executivo, para contornar as divergências com diversos segmentos descontentes. 

Confira outros posicionamentos:

A vereadora Paula Ioris (PSDB) disse que "se todas as realizações descritas ocorreram de fato, elas ficaram diluídas em meio a muitos conflitos", referindo-se à lista de ações feitas pela administração no ano passado citada por Guerra.

– A sensação é de que não fazemos parte da mesma cidade – define a tucana.

Para ela, a ausência de transparência e a forma como se estabeleceram as coisas foram sempre em choque. 

— Primeiro o conflito para depois reparar (nem sempre possível). É natural que num primeiro ano de governo, com troca de partidos no comando, ocorram ajustes. Porém, esses ajustes têm vindo acompanhados de rupturas e desconstruções. Melhorar o que está ruim é um dever, mas a desconstrução é irresponsabilidade.

 Para ela, há um olhar com viés excessivo de que tudo estava errado.

Adiló Didomenico (PTB) diz: 

— O discurso do prefeito tem sido muito bom, porém, é possível perceber que na prática ele não se aplica.

Paulo Périco (PMDB) também entende que Guerra não trouxe nada de novo.

– Ele falou o que já se imaginava. A interação entre os poderes não é verdade, toda a cidade sabe.

O líder do governo, Chico Guerra (PRB), tem opinião completamente diferente. Considerou muito bom e acrescentou que  o levantamento de dados positivos para a cidade sempre é bem-vindo.

Críticas na sessão

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL (01/02/2018). Legislativo Caxiense 2018. Presidente Alberto meneguzzi recebe a presença do prefeito Daniel Guerra na abertura do Legislativo de caxias do Sul, em 2018.  (Roni Rigon/Pioneiro).
Vários vereadores avaliaram discurso feito por Guerra e entendem que não condiz com a realidadeFoto: Roni Rigon / Agencia RBS

Ainda na sessão de quinta-feira, os vereadores Rafael Bueno (PDT) e Renato Oliveira (PCdoB) se manifestaram.

Renato Oliveira questionou a harmonia entre os poderes citada pelo prefeito.

— Que harmonia o prefeito Guerra fez no ano passado, que continuou, na verdade, este ano? Não precisamos de retrovisor para ver o que o prefeito fez, ele desarrumou a nossa cidade. Espero que este ano ele reflita mais.

Rafael Bueno ironizou a presença do secretariado. E pegou pesado:

— Quero parabenizar aos CCs que estiveram aqui e tiveram coragem de aplaudir...  Tem que ter uma plateia para o palhaço falar aqui da tribuna.

—  Quero dizer que este prefeito entrará,sim, para a história da cidade, porque é um prefeito que pela primeira vez na história de Caxias do Sul foi vaiado por dezenas de pessoas que estavam, que estão aqui hoje (quinta-feira). E  a maior vergonha é (os manifestantes) dizendo que:  "O todo poderoso virou um mentiroso" — prosseguiu o pedetista.


 
 
 

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