"Manifestações de um pequeníssimo grupo", diz o prefeito de Caxias do Sul sobre as vaias - Política - Pioneiro
 

Reação ao protesto01/02/2018 | 20h21Atualizada em 01/02/2018 | 20h21

"Manifestações de um pequeníssimo grupo", diz o prefeito de Caxias do Sul sobre as vaias

Daniel Guerra definiu a hostilização sofrida na Câmara como a confirmação de que se rompeu um ciclo de vícios e de irregularidades

"Manifestações de um pequeníssimo grupo", diz o prefeito de Caxias do Sul sobre as vaias Roni Rigon/Agencia RBS
Diante das cobranças dos vereadores, Guerra disse que seu governo não engana, não ilude e não iludirá nenhum cidadão, nem mesmo a Câmara Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Após o discurso de abertura do ano legislativo, Daniel Guerra atendeu à imprensa. Em uma coletiva no saguão da Câmara, respondeu perguntas sobre o impeachment — o prazo de 10 dias para apresentar defesa prévia começou a correr nesta quinta-feira, 1º de fevereiro — e sobre a relação com o Legislativo, além de comentar as manifestações durante seu pronunciamento na sessão. Confira: 

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Como o senhor se sente sendo vaiado?
Trabalhamos pelo interesse da população e não de pequenos grupos com seus interesses menores. É a confirmação de que se rompeu um ciclo de vícios de irregularidades e de desvios. Essas manifestações de um pequeníssimo grupo não representam sequer meio zero percentual [sic] da população. É a confirmação de que a população caxiense tinha de ter um prefeito que assumisse o compromisso de resolver pendências históricas e é o que fizemos em 2017. Foi um ano para pôr a casa em ordem, para limpar tudo aquilo que não condiz com o que é de interesse da população. Desde o primeiro dia de nosso mandato sabíamos que, ao limpar, oxigenar e pôr a casa em ordem, os interesses de meia dúzia daqueles viciados a utilizar a si próprios do público em detrimento do interesse maior, que é da população, estariam e continuariam e certamente continuarão com estas atitudes pequenas, que sequer respeitam a própria democracia. Democracia pressupõe o respeito às instituições, ao interesse do que a maioria da população quer e por isso nós continuaremos extremamente firmes, aguerridos em manter todas as ações para que tenhamos um ano extremamente positivo. 

Qual será a sua linha de defesa no processo de impeachment?
O instituto impeachment é muito sério, muito importante. Essa banalização que tem ocorrido em Caxias apenas reforça e coloca o município em um cenário extremamente negativo e de vulgaridade. Como eu disse naquela ocasião, não iremos perder um minuto sequer do dia a dia do meu trabalho para tratar da questão do impeachment. Isso não está na ordem da administração. Todos os secretários têm a instrução de não perder sequer um minuto com essa situação para que não se perca o foco naquilo que temos como compromisso, que é cuidar da cidade. Contratei um grupo de advogados que está cuidando disso e que, até agora, teve êxito em todos os seus encaminhamentos. Tem ainda a questão do nosso aguerrido e importantíssimo Poder Judiciário que tem feito com que os direitos constitucionais sejam garantidos na nossa cidade. 

O que o senhor espera da Câmara neste ano?
Tivemos um 2017 de ajustes, mas a grandessíssima maioria dos projetos que o Poder Executivo encaminhou, esta Casa teve a maturidade e a responsabilidade em avaliar, propor e aprovar. Isso temos que destacar como sinal de maturidade e zelo da maioria dos vereadores no ano de 2017. Temos a convicção que 2018 não será diferente. Será um ano de construção conjunta, com pautas de interesse da comunidade e certamente terão o mesmo zelo, a mesma maturidade e responsabilidade dos vereadores que, na sua maioria, já demonstrou ter com esta Casa e com a população. 

O relacionamento da prefeitura com a Câmara vai se manter o mesmo, considerando todos os impasses que ocorreram em 2017?
Entendo que a dinâmica de 2017 foi para fortalecer as relações e também para que as questões sejam mais efetivas. A linha da administração é que as solicitações, além de efetivas, sejam dentro de uma verdade, ou seja, aquilo que é possível ser feito. Tem de dizer quando e como será feito e de onde sairão os recursos. Agora, também temos e continuaremos tendo a sinceridade de falar a verdade quando não for possível fazer ou atender determinadas situações ou por impasse técnico ou por inviabilidade orçamentária. Nosso governo não engana, não ilude e nem iludirá nenhum cidadão e nem mesmo a Câmara.

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