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Mirante05/02/2018 | 18h45Atualizada em 06/02/2018 | 13h28

Grupos pedem medidas de segurança na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Documento foi encaminhado por apoiadores do prefeito Daniel Guerra. Eles solicitam que ocorra identificação e que seja proibida a entrada com armas e determinados objetos

Grupos pedem medidas de segurança na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul Suelen Mapelli/Agência RBS
Medida é resultante dos ânimos exaltados nas manifestações Foto: Suelen Mapelli / Agência RBS

Foi protocolado, nesta segunda-feira, na Câmara de Vereadores e no Ministério Público, um requerimento para que sejam tomadas providências de segurança urgentes no acesso ao Legislativo, especialmente ao plenário. O documento é de autoria dos grupos "Por Uma Caxias Sem Mentiras" e "Patriotas de Plantão", apoiadores do prefeito Daniel Guerra (PRB).

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A iniciativa resulta de episódios ocorridos em manifestações na Casa. De acordo com Robinson Clei Ribeiro, que protocolou o documento em nome dos grupos, há um sentimento de medo de ir à Câmara tamanha a agressividade registrada.

Eles sugerem que todas as pessoas que ingressarem à Câmara de Vereadores, exceto servidores da Casa, sejam identificados com documento com foto, como ocorre em outros prédios públicos, seja proibida a entrada com armas brancas e de fogo, bem como portar objetos como paus, madeiras, apitos, panelas, banners ou cartazes com hastes.

No texto protocolado, consta que "ocorreram fatos graves no interior do plenário contra nossos integrantes, mostradas inclusive pela imprensa em 5 de setembro de 2017, que além de receberem ofensas verbais graves, por parte de um parlamentar e de outros integrantes da plateia, houve agressão física, onde lhe foram arrancadas partes de suas vestes. Além disso, na sessão do dia 1º de fevereiro, na abertura do ano legislativo, onde a maior autoridade de Caxias do Sul, prefeito Daniel Guerra, fez seu pronunciamento como sempre ocorre na Câmara, presenciamos atos bárbaros e selvagens por parte daqueles que insistem em hostilizar este governo e seus simpatizantes".

Objetos perigosos

De acordo com o documento, "as agressões verbais que vinham sendo rotineiras, se intensificaram ao ser permitido pela Câmara de Vereadores que pudesse entrar no plenário diversos objetos perigosos, como sendo, paus, madeiras em forma de cruzes, banners imensos com hastes possivelmente de madeira ou outros materiais, panelas, colheres, apitos, cornetas, bem como, uma caixão feito com estacas de madeira com tamanho próximo a um metro e cinquenta, colocado nos fundos, ao lado das últimas cadeiras, onde alguns integrantes, entre zombarias ou ameaças, diziam que aquele caixão seria para 'enterrar o Guerra', mas que, para isso, seria necessário 'cortar-lhe a cabeça'".

Também é solicitado ao presidente da Câmara, Alberto Meneguzzi (PSB), que proponha aos vereadores que o vocabulário usado pelos parlamentares não envergonhe e não incite a violência ou acirre os ânimos.

O fato mencionado em 5 de setembro ocorreu na sessão em que foi rejeitado, por unanimidade, o acolhimento do primeiro pedido de impeachment de Guerra. Uma manifestante teve a blusa arrancada.

Abaixo-assinado

Na semana passada, Robinson Ribeiro protocolou na Câmara um abaixo-assinado com 4.408 mil adesões, pedindo o arquivamento do processo de impeachment do prefeito. A iniciativa é do grupo "Uma Caxias Sem Mentiras" e as assinaturas foram obtidas por meio de uma petição online. O abaixo-assinado será encaminhado para a assessoria jurídica da Câmara.




 
 
 

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