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Mirante20/02/2018 | 07h30Atualizada em 20/02/2018 | 07h30

Câmara de Caxias coloca em vigor normas para aumentar segurança

Medidas entram em vigor na sessão desta terça-feira, evitando entrada de objetos que possam causar ferimentos

Câmara de Caxias coloca em vigor normas para aumentar segurança Felipe Padilha/Divulgação
Meneguzzi informou sobre regras e previsão de a Casa ter mais vigilantes. Ele manteve reunião com apoiadores do prefeito Guerra (foto) e com contrários Foto: Felipe Padilha / Divulgação

A Câmara de Vereadores passa a ter, a partir desta terça-feira, maior controle de segurança diante dos materiais levados à Casa por participantes dos protestos. Um exemplo são faixas que tenham paus como suporte, que serão proibidas. Também não será permitido que sejam colados cartazes na mureta do plenário e nem circulação onde estão os vereadores. 

A intenção é que a Casa passe de um para três vigilantes em dias de sessões ordinárias – hoje tem um segurança de dia e um à noite –, mas ainda depende de encaminhamento jurídico. Confirmando-se a medida, deverão ficar dois no plenário e um na portaria. 

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As medidas foram anunciadas pelo presidente Alberto Meneguzzi (PSB), nesta segunda, em reuniões com integrantes dos grupos "Por Uma Caxias Sem Mentiras" e "Patriotas de Plantão", que há duas semanas protocolaram documento pedindo providências por mais segurança no plenário. Os grupos são apoiadores do prefeito Daniel Guerra (PRB). Meneguzzi também conversou, em encontro separado, com manifestantes contrários ao Governo Guerra, que com frequência estão nas sessões.

O presidente reforça que não estão sendo cerceadas as manifestações, mas a intenção é que sejam contidos os excessos e, as poucos, estão sendo adequadas as medidas para maior segurança. 

Com as relações tensas, que naturalmente vão se acentuar com os desdobramentos sobre o pedido de impeachment do prefeito, Meneguzzi alerta:

— Eles (os manifestantes) têm de ajudar. Se tiver que tirar da plateia, vou cumprir o Regimento Interno.

Entre as cobranças feitas pelo presidente, naturalmente, está a forma ofensiva com que alguns se reportam aos vereadores. Por parte dos vereadores também deverá haver mudança no tratamento, devendo se reportar ao presidente e não ao plenário quando ocorrerem ofensas.

— Queremos uma Casa acolhedora, sem baixaria — definiu Meneguzzi.

"Mais respeitados"

O representante comercial Robinson Ribeiro, que foi quem protocolou o documento pedindo mais segurança em nome dos grupos, avaliou a reunião como salutar. 

— Ele (Alberto Meneguzzi) nos disse que pretende cumprir o Regimento da Câmara com rigor, para não permitir mais que pessoas sejam agredidas ou ameaçadas. Que ao sinal de grave atentado à ordem, ele não se omitirá. Qualquer objeto que possa se tornar uma arma, não poderá mais entrar — contou.

Robinson disse que se sentiram mais respeitados enquanto cidadãos.

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