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Mirante10/01/2018 | 08h45Atualizada em 10/01/2018 | 09h43

Vereadores de Caxias trocam acusações de nepotismo e uso da máquina pública

Adiló Didomenico falou da esposa de Renato Nunes como CC. Governista revidou e disse que petebista usava Codeca como comitê eleitoral

Vereadores de Caxias trocam acusações de nepotismo e uso da máquina pública Clever Moreira/Divulgação
Adiló referiu-se à esposa de Renato Nunes na Codeca como nepotismo cruzado Foto: Clever Moreira / Divulgação

Os vereadores Adiló Didomenico (PTB) e Renato Nunes (PR) trocaram farpas na sessão representativa desta terça-feira, na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. Um requerimento de Adiló ao Executivo, buscando explicações sobre decisões do Conselho de Administração da Codeca, referente à situação econômico-financeira do órgão, desencadeou o embate. 

Adiló afirmou que o prefeito represou reajuste de contrato previsto legalmente, assinado, durante o ano, causando rombo nas contas da Codeca, e só repassou em novembro, quando percebeu que a companhia não teria fôlego para pagar a primeira parcela do 13º. Na sequência, houve acusação de nepotismo cruzado, feita por Adiló a Nunes. Por sua vez, Nunes falou em uso da máquina pública para Adiló se eleger. Declarações pesadas.

O petebista disse que uma servidora da Codeca estaria correndo risco de demissão, assim que retornar de licença-maternidade, e que o cargo estava sendo ocupado justamente pela esposa do vereador governista. Adiló afirmou que a servidora é filha de um militante do PMDB, supervisor demitido porque tinha posição política. 

Acrescentando que tem informações de que "a Codeca criou alguns CCs para acomodar algumas pessoas", dirigiu-se a Nunes:

— Quem está trabalhando no lugar dela é a sua esposa. É só o que me faltava, demitir uma servidora de carreira, em retorno de licença-gestante, para colocar no lugar dela uma CC de nepotismo cruzado.

A esposa de Nunes, Cristiane, é cargo em comissão (CC) na Codeca. 

Adiló ressaltou que o governista, um pastor, é uma pessoa que prega uma coisa na igreja e admite outras fora.

Vereador Renato Nunes (PR)
Renato Nunes revidou, afirmando que Adiló não é mais o "rei da Codeca"Foto: Youtube / Reprodução

"Rei da Codeca"

Nunes respondeu no mesmo tom:

— Se há crime nisso, então, entre na Justiça e prove e tire ela de lá. Agora, não fique falando besteira aqui, acusando de crime, de nepotismo cruzado. Nepotismo cruzado é quando, por exemplo, o prefeito coloca um familiar meu e eu venho aqui e coloco um familiar dele. Se a pessoa foi escolhida pelo currículo dela, o que é que eu posso fazer? — reagiu Nunes. 

O governista afirmou que Adiló usava a Codeca como comitê eleitoral e que via no semblante do petebista o desespero por não ter a máquina pública na mão. 

— O senhor sempre se elegeu e fez campanha e se garantiu dentro da Codeca. O senhor não é mais o rei da Codeca, não é mais o dono da Codeca como o senhor sempre se sentiu, sempre se achou — bombardeou Nunes, lembrando a pré-candidatura do adversário a deputado estadual.

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