Prefeito de Caxias do Sul segue em tom de palanque eleitoral - Política - Pioneiro

Mirante04/01/2018 | 09h16Atualizada em 04/01/2018 | 10h12

Prefeito de Caxias do Sul segue em tom de palanque eleitoral

Ao invés de tentar pacificar, Daniel Guerra incentiva o confronto político, com expressões como "mini-Brasília", ao falar dos antecessores

Prefeito de Caxias do Sul segue em tom de palanque eleitoral RBS TV/Reprodução
Foto: RBS TV / Reprodução

O prefeito Daniel Guerra (PRB) agora é adepto da expressão de que existia uma mini-Brasília em Caxias do Sul, quando se refere aos antecessores no governo. Desde que assumiu, quando menciona os partidos adversários que estavam no poder — por sinal, do qual já fez parte e possibilitou seu ingresso na política —, Guerra faz colocações pesadas. Em abril, em coletiva sobre os 100 dias de governo, ele usou termos como "os acostumados a mamar no dinheiro público, negociatas, pilantragens, jeitinho". 

Nesta terça-feira, ele cravou o termo perigoso "mini-Brasília" em entrevista à RBS TV, quando falou sobre o pedido de impeachment acolhido pela Câmara de Vereadores. Guerra generaliza, fala em farra do dinheiro público, ilegalidade e irregularidades que existiam na prefeitura até final de 2016. Pega bem para arrancar aplausos de apoiadores, mas deixa no ar do que se trata exatamente (apesar de conhecidos embates envolvendo médicos, tarifa de ônibus e prédios públicos, por exemplo,"mini-Brasília" dá margem a fortes interpretações).

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Guerra tira o foco de questões que envolvem CCs de suas relações pessoais, contrariando o que afirmava quanto a não contratar amigos, da mesma forma que a retirada de vereador para ser secretário, abrindo espaço para suplente e criação de outra bancada, viabilizando mais cargos em comissão no Legislativo. Práticas que eram alvo de fortes críticas quando vereador. O prefeito sabe bem que mudou a postura em relação a esses temas.

É fato que parcela da oposição está empenhada em tirar Guerra do poder, o que só reforça que a surra nas eleições de 2016 tornou-se um trauma. Mas o prefeito, por sua vez, segue com discurso de palanque após um ano de governo.

Ele incentiva o confronto e a divisão na cidade, quando deveria ser o primeiro a trabalhar pela união e pacificação.

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