Momentos de tensão no encontro entre prefeitura de Caxias e Visate - Política - Pioneiro

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Mirante26/01/2018 | 08h30Atualizada em 26/01/2018 | 16h13

Momentos de tensão no encontro entre prefeitura de Caxias e Visate

Houve troca de alfinetadas na reunião sobre reajuste da passagem. Diretor da concessionária disse que empresa está esperando a "Lava-Jato" anunciada por Guerra

Momentos de tensão no encontro entre prefeitura de Caxias e Visate Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Na reunião do CMTT, que discutiu reajuste da passagem, representantes do governo e da empresa trocaram farpas Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Representantes da prefeitura de Caxias do Sul e da Visate estiveram cara a cara, nesta quinta-feira, em um encontro cercado por troca de alfinetadas, reforçando o clima tenso entre governo e concessionária do transporte coletivo urbano. 

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Na reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT), em que foi aprovada a recomendação de reajuste da passagem para R$ 3,85, a Visate cobrou a realização da "Lava-Jato" na empresa por parte do governo. Durante a campanha, o prefeito Daniel Guerra (PRB) usou e abusou do nome da operação realizada pela Polícia Federal no combate à corrupção para falar da gestão ética que implantaria, referindo-se às planilhas da Visate.

O mal-estar ocorreu quando a procuradora-geral adjunta, Karin Comandulli Garcia, ao defender o valor de R$ 3,85, que naturalmente não agradou à concessionária, citou a vida útil dos pneus dos ônibus considerada pela Visate de cerca de 80 mil km. Disse que em Porto Alegre, por exemplo, o limite seria 150 mil km. 

O diretor-geral da empresa, Gustavo Marques dos Santos, rebateu dizendo que o Ministério Público (MP) foi verificar essa questão e determinou que a vida útil deveria ser 105 mil km, e que a prefeitura saberia disso se "tivesse ido lá ver".

— A secretaria (de Trânsito) não foi lá na Visate fazer a Lava-Jato. Estamos esperando até hoje — disparou o diretor. 

A procuradora, então, respondeu que "se o MP foi investigar, foi porque instaurou inquérito sobre más práticas da empresa". 

E teve mais:

Em outro momento, o secretário do Planejamento, Fernando Mondadori, questionou o uso da planilha Geipot para calcular o reajuste da tarifa, dizendo que, desde 2015, a ferramenta não é usada em nenhum contrato no Brasil.

— Nós (administração) temos que ser melhores do que isso.

O diretor da Visate rebateu:

— Então, por que a planilha foi usada para a licitação do transporte escolar no interior, aberta em dezembro de 2017?

Mondadori apenas disse que não tinha conhecimento, já a procuradora anunciou que esse método não será mais utilizado. O uso da planilha está previsto no contrato da Visate. (Com Lucas Demeda)

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