Médicos demitidos pela prefeitura de Caxias e reintegrados pela Justiça retornam nesta quarta-feira - Política - Pioneiro

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Mirante31/01/2018 | 08h21Atualizada em 31/01/2018 | 08h22

Médicos demitidos pela prefeitura de Caxias e reintegrados pela Justiça retornam nesta quarta-feira

Cinco servidores médicos, exonerados por ausências injustificadas devido à greve, retomam atividades

Médicos demitidos pela prefeitura de Caxias e reintegrados pela Justiça retornam nesta quarta-feira greve dos médicos,greve 2017,saúde 2017,greve dos médicos caxienses 2017,ubs cinquentenário/Agencia RBS
Foto: greve dos médicos,greve 2017,saúde 2017,greve dos médicos caxienses 2017,ubs cinquentenário / Agencia RBS

Os médicos servidores da prefeitura de Caxias do Sul, que haviam sido demitidos por ausências injustificadas devido à greve e obtiveram liminar pela reintegração, retornam hoje ao trabalho. São cinco profissionais que atendem nas unidades básicas de saúde do Cruzeiro, Pioneiro, Forqueta, Centro de Saúde e no Centro Especializado de Saúde (CES). A paralisação dos médicos, que ultrapassou sete meses, foi considerada ilegal pela Justiça.

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Todos que foram exonerados e ingressaram na Justiça obtiveram a liminar, segundo o advogado Lauri  Romário da Silva.

Há ainda um profissional demitido que não entrou com a ação por estar em viagem, mas que deverá tomar a mesma medida. Os desligamentos ocorreram em dezembro e janeiro. 

O próximo passo, conforme admite o advogado, será contestar na Justiça o desconto dos dias não trabalhados na folha de pagamento. 

– É outro passo, outra ação.

Um dos servidores médicos que retorna é André Pormann, representante da comissão de greve. Apesar da medida tomada pelo Município, ele avalia o clima para a volta às atividades como agradabilíssimo, destacando que trabalha com esta equipe há 20 anos.

Ontem, foi aprovado pela Câmara de Vereadores, requerimento de Rafael Bueno (PDT) à Secretaria Municipal da Saúde questionando procedimentos legais e possíveis arbitrariedades nas demissões.

– Pelo que ficamos sabendo, a PGM (Procuradoria-Geral do Município) orientou a não demitir, mas acabaram sendo exonerados. Durante a ausência deles, aumentou a já longa fila de espera por atendimento. O prefeito gastou R$ 1,8 milhão na publicidade na TV e nos outdoors. Quantos médicos poderia ter a mais no serviço de saúde com esse valor? – criticou.

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