Fabris e Alceu definem Guerra como "miniprefeito" de Caxias  - Política - Pioneiro

Mirante05/01/2018 | 13h19Atualizada em 05/01/2018 | 13h48

Fabris e Alceu definem Guerra como "miniprefeito" de Caxias 

Eles reagiram à declaração do prefeito de que existia uma "mini-Brasília" na cidade 

Fabris e Alceu definem Guerra como "miniprefeito" de Caxias  André Fiedler/Agencia RBS
Trio da polêmica: Alceu e Fabris (em foto na transição do governo) consideram ofensa de Daniel Guerra às pessoas e à cidade Foto: André Fiedler / Agencia RBS

O vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (sem partido) e o ex-prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) reagiram às declarações do chefe do Executivo, Daniel Guerra (PRB), por ele ter atribuído a existência de uma "mini-Brasília" em Caxias, ao referir-se aos governos anteriores, em entrevista à RBS TV, na quarta-feira. 

Eles definiram Guerra como "miniprefeito". A manifestação do prefeito foi considerada ofensiva às pessoas e à cidade. 

Era óbvio que haveria reação. Guerra deveria pensar bem antes de fazer uma declaração desse tipo. É a imagem da cidade que ele administra que está em jogo. Era desnecessário criar mais uma situação desgastante.

Ricardo Fabris enviou nota e declara:

— Magna Caxias. A história da nossa cidade começa oficialmente em 1875. Pouco depois, em 1890, o comércio e a indústria já floresciam. E, em um século, o antigo povoado e distrito de São Sebastião do Caí tornou-se um modelo de desenvolvimento. Chamá-la publicamente de "mini-Brasília", usando este atributo para desqualificá-la, é, isto sim, papel de um "miniprefeito".

Negação de Caxias

— Chamar de "mini-Brasília" é a negação de Caxias, divide a cidade, ofende as pessoas e mexe com o que há de mais sagrado, que é a honra – definiu Alceu.

E ironizou:

— Uma "mini-Brasília" tem que ter um "miniprefeito".

O pedetista, alvo direto das acusações de Guerra quando ele fala em "farra do dinheiro público, ilegalidade e irregularidades que existiam na prefeitura até final de 2016", vai processá-lo. 

— Ele já está respondendo a uma queixa-crime (devido a outras declarações na mesma linha), agora, vai ter mais um processo. Enquanto é crítica política, é válido, mas ele está mexendo com a honra das pessoas. Vamos resolver no fórum adequado — afirmou o ex-prefeito.

Dizer a que veio

O ex-prefeito Alceu diz que Guerra está no segundo ano de governo e o discurso é o mesmo (de palanque).

— Enquanto ele for prefeito, ou "miniprefeito", tem que trabalhar e mostrar o projeto de cidade. As únicas coisas que estão andando são as que eu deixei encaminhadas — diz. 

Alceu seguiu criticando:

— Ele tem que dizer a que veio. Chega de mimimi, deixa de botar a culpa nos outros. Vai trabalhar, mostrar onde está o projeto de cidade.

Naturalmente, não deixaria passar em branco a ida do presidente do PR, Renato Nunes, para a Câmara e o CC para a esposa.

— Imagine se eu tirasse vereador, colocasse outro e empregasse a esposa dele na Codeca. Caía o mundo na minha cabeça — comparou.

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