Teve "climão" na reunião-almoço da CIC, em Caxias - Política - Pioneiro

Mirante21/11/2017 | 13h32Atualizada em 21/11/2017 | 14h31

Teve "climão" na reunião-almoço da CIC, em Caxias

Empresários criticavam Lula, com vereador do PT Rodrigo Beltrão, representando o Legislativo, na mesa principal

Teve "climão" na reunião-almoço da CIC, em Caxias Julio Soares/Divulgação
Rodrigo Beltrão (D) contestou manifestação dos palestrantes e o silêncio se instalou no ambiente Foto: Julio Soares / Divulgação

Teve torta de climão de sobremesa na reunião-almoço da CIC, na segunda-feira.  Os diretores de Economia, Finanças e Estatística da CIC, Astor Schmitt e Alexander Messias, apresentaram a projeção de cenários para 2018 e mostraram-se confiantes na retomada do crescimento econômico, na melhora da confiança dos empresários e consumidores e na estabilidade das taxas de juros. 

Destacaram, porém, que as eleições do ano que vem serão decisivas para o futuro da economia brasileira. E, sendo assim, não se furtaram de declarações como: "Se um Lula da vida ganhar a eleição,  essas projeções mudam" ou "depois do impeachment (de Dilma Rousseff), o eixo da condução econômica está na direção certa".

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Seguindo suas posições políticas, os empresários deixaram claro que uma eventual eleição de Lula seria a ameaça para a economia, que está na direção correta. 

Porém, quem estava na mesa principal representando a Câmara de Vereadores era o petista Rodrigo Beltrão. E ele não deixou os empresários falando sozinhos.

— Não podemos correr o risco de usar de simplismo para fazer esta análise. Quando houve o presidente Lula,  os indicadores econômicos eram positivos, com transferência de renda ao trabalhador e crescimento da massa salarial. Em 2008, houve uma crise global e o Brasil não sentiu os efeitos em 2009 e 2010 — disse o vereador, entre outras coisas.

O vereador apresentou vários dados para embasar suas declarações. Ninguém revidou. O silêncio se instalou no ambiente. 

Sem ranço de classe

Procurado pelo Pioneiro, Beltrão comentou o ocorrido, com naturalidade.

— Eles diziam que está tudo certo, que a economia está correta, que tudo (crise) foi por conta do governo (do PT) e o problema que ameaça é o Lula. Achei que era um discurso de uma nota só e que poderia contribuir com o debate do contexto — disse.

Beltrão contou ter dito, por exemplo, que os números demonstraram que a crise era global.

O vereador acrescentou que se sentiu à vontade e não foi hostilizado. E disse que foi convidado pelo presidente da CIC, Nelson Sbabo, a retornar. E o fará.

— Não tenho ranço de classe — acrescentou.


 

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