Com pedido de licença, Fabris deixa claro que não quer ser vice de Caxias do Sul - Política - Pioneiro

Mirante22/11/2017 | 08h30Atualizada em 22/11/2017 | 13h55

Com pedido de licença, Fabris deixa claro que não quer ser vice de Caxias do Sul

Ele diz que vai tirar o time de campo e, assim, cria nova situação que expõe a cidade

Com pedido de licença, Fabris deixa claro que não quer ser vice de Caxias do Sul Porthus Junior/Agencia RBS
Ricardo Fabris de Abreu solicitou licença por tempo indeterminado a partir de 1º de janeiro Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

 O vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (sem partido) deu o passo que faltava para ficar desacreditado de vez. O pedido de licença do cargo encaminhado à Câmara de Vereadores, a contar de 1º de janeiro de 2018 e por tempo indeterminado, demonstra que ele não quer mais estar na função. 

A previsão, admite ele, é de ausentar-se pelos próximos três anos. Simples assim. A menos que mude de ideia, o que seria natural depois do "evento" de renúncia e "desrenúncia" de março.

Na prática, Fabris tira o time de campo, como ele mesmo afirma. Deveria, então, deixar o cargo de vez e não permanecer nesse vai e volta, até porque ele alega que não quer que os próximos três anos sejam de disputa política diária como tem sido em 2017. 

Compreende-se, portanto, que independentemente da autorização da Câmara a posição de Fabris é bem clara: seguir como vice, nem pensar. 

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Ele disse ao Pioneiro que: "Na hipótese de ser necessário, por qualquer motivo, estarei à disposição". Quer dizer que, no caso de ausência do prefeito Daniel Guerra (PRB), estaria pronto para voltar e assumir o posto de chefe do Executivo. 

Em síntese: Fabris sai para relaxar diante do estresse vivido por não ter atribuição na prefeitura e ser ignorado por Guerra, poderá dedicar-se com tranquilidade a uma eventual candidatura a deputado federal, inclusive cogita retornar à sua atividade de origem (Justiça do Trabalho) ou ainda exercer uma função em Brasília, conforme tratativas que têm feito. Mas, se por acaso o prefeito sofrer impeachment (como quer o próprio Fabris, autor de pedido frustrado com este objetivo) prontamente ele assumiria o poder. É por isso que, ao ser questionado se pode novamente renunciar, ele descarta. 

Parece piada, mas não é. 


 

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