Vereador Rodrigo Beltrão, de Caxias, volta a falar em sair do PT - Política - Pioneiro

Mirante31/10/2017 | 08h40Atualizada em 31/10/2017 | 08h40

Vereador Rodrigo Beltrão, de Caxias, volta a falar em sair do PT

Ele diz que movimentos no partido em 2016 prejudicaram sua candidatura e que não tem espaço no PT

Vereador Rodrigo Beltrão, de Caxias, volta a falar em sair do PT Felipe Nyland/Agencia RBS
Beltrão diz que não tomará decisão sozinho e também aguarda definições sobre a janela partidária em 2018 Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

O vereador Rodrigo Beltrão disse que está pensando seriamente em sair do PT. Ele acrescenta, porém, que é preciso amadurecer esta decisão coletivamente. O descontentamento do vereador com o partido não é de hoje, ainda em dezembro de 2015 ele admitiu em plenário que não sabia quanto tempo permaneceria no PT.

Conforme Beltrão, na eleição municipal do ano passado os movimentos no partido foram para prejudicá-lo junto aos seus apoiadores. A situação ganha contornos mais tensos com a falta de espaço para uma candidatura a deputado estadual.

Ele diz que os problemas se devem ao fato de o PT ser um partido de comando vertical, ou seja, quem questiona, incomoda. Entra aí o centralismo do deputado federal Pepe Vargas, que pode concorrer a uma vaga para a Assembleia Legislativa.

— De uma forma proposital, o PT não se atualiza desde 1992 — dispara.

Beltrão prossegue declarando que não tem mais energia para fazer disputa interna e isso lhe impõe pensar outros rumos.

— Pelas movimentações, não há espaço para mim no PT. Há de se fazer uma releitura, o PT tenta me matar no tempo.

"2018 impõe velocidade na decisão"

O vereador ressalta que não tem nenhuma decisão tomada, mas que o processo de 2018 impõe velocidade neste debate. Ele defende que a esquerda volte a se apresentar com um projeto de cidade, com uma candidatura à prefeitura, pensando 2020 desde agora.

— Meus pés estão no município, quero estar num partido que tenha um projeto de cidade e não apenas de eleição, e com visão oxigenada do que é esquerda hoje — salienta, acrescentando que quer ser protagonista.

Naturalmente, mira uma candidatura a prefeito.

Se a decisão for por sair do PT e filiar-se em outro partido, Beltrão depende das definições sobre a janela partidária (seis meses antes da eleição, que permite a troca de partido sem ser considerada infidelidade partidária) para não perder o mandato. Mas há dúvida se vereadores também poderão se utilizar deste mecanismo.

Além dele, a bancada na Câmara é composta por Ana Corso (presidente municipal do PT), que é suplente. A titular, Denise Pessôa, em licença-maternidade, deve retornar em dezembro.

 

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