Ex-vice-prefeito de Caxias processa Fabris. Tem audiência nesta quarta - Política - Pioneiro

Mirante17/10/2017 | 09h06Atualizada em 17/10/2017 | 13h36

Ex-vice-prefeito de Caxias processa Fabris. Tem audiência nesta quarta

Acusação é de que, na campanha eleitoral, o atual vice-prefeito fez ofensa e divulgou processo em segredo de Justiça envolvendo questões familiares de Feldmann

Ex-vice-prefeito de Caxias processa Fabris. Tem audiência nesta quarta Montagem sobre as fotos de Felipe Nyland e Roni Rigon / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Montagem sobre as fotos de Felipe Nyland e Roni Rigon / Agência RBS / Agência RBS

O ex-vice-prefeito Antonio Feldmann (PMDB) está processando criminalmente o atual vice Ricardo Fabris de Abreu (PSD) por injúria e difamação. Nesta quarta-feira, às 16h15min, ocorre audiência de instrução e julgamento no Juizado Especial Criminal Adjunto à 2ª Vara Criminal, já que não houve conciliação. Trata-se de episódio ocorrido em 19 de outubro do ano passado, durante o segundo turno da disputa eleitoral, quando ambos eram candidatos. 

No processo consta que Fabris convidou, na manhã daquela data, no cruzamento das ruas Borges de Medeiros e Os Dezoito do Forte, o advogado Maurício Rugeri Grazziotin, procurador jurídico da coligação Caxias para Todos, para entrar no carro e entregou uma carta apócrifa e outros documentos, imputando ato ofensivo à reputação de Feldmann e de injúria. "Além das ofensas criminosas que realizou diretamente na presença do advogado Maurício Rugeri Grazziotin, passou-se a distribuir um panfleto pela cidade em conduta ilícita", diz a acusação. Conforme a queixa-crime, Fabris divulgou para outras pessoas a existência de processo que tramita em segredo de Justiça. Os fatos mencionados envolvem questões familiares do então vice-prefeito.

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Fabris, por sua vez, diz que não foi isso que ocorreu. Afirma que, quando tomou conhecimento das "baixarias", procurou Maurício, de quem é amigo, para informar sobre o que estava ocorrendo.

– Umas baixarias de campanha que quiseram colocar no meu colo – reforça.

Fabris conta que, inclusive, disse para “pessoas da campanha” que não publicassem tais baixarias.

Feldmann declara que está prosseguindo com ação para que seja simbólico e que nunca mais se explore questões familiares em campanhas eleitorais, "inclusive expondo menores em informações descabidas, mentirosas e caluniosas".

– Eleição é debate de ideias e de projetos para melhorar a vida das pessoas. E o que tentaram fazer comigo na eleição municipal de 2016 é repugnante e totalmente difamatório da honra pessoal – declara o peemedebista.

Feldmann não estará na audiência devido a compromisso profissional (ele é diretor no Ministério do Desenvolvimento Social, em Brasília), apenas o advogado. 

 

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