"Seria a melhor solução ambos saírem", defende vice-prefeito de Caxias - Política - Pioneiro

Mirante21/09/2017 | 13h57Atualizada em 21/09/2017 | 13h57

"Seria a melhor solução ambos saírem", defende vice-prefeito de Caxias

Numa eventual perda de mandato de Daniel Guerra, Ricardo Fabris renunciaria ou assumiria?

"Seria a melhor solução ambos saírem", defende vice-prefeito de Caxias Felipe Nyland/Agencia RBS
"O melhor para Caxias seria se o Daniel e o Fabris vazassem", disse o vice no mês passado durante reunião da UAB Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Antes de ingressar com o pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerra (PRB) na terça-feira, na Câmara de Vereadores, o vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (PSD) já havia deixado clara sua defesa pela saída do chefe do Executivo, com quem trava embates praticamente diários. No final de agosto, em uma reunião da União das Associações de Bairros (UAB), declarou que "o melhor para Caxias seria se o Daniel e o Fabris vazassem". Na ocasião, disse que se Guerra fizesse a proposta de sair, ele também sairia. Fabris, que renunciou ao cargo de vice em março e depois "desrenunciou", afirmou ainda que só não saía para não deixar Guerra governar sozinho.

Agora que entrou com denúncia por infrações político-administrativas, crime de responsabilidade e ato de improbidade, a pergunta que não quer calar é: numa eventual perda de mandato de Daniel Guerra, Fabris renunciaria ou assumiria como prefeito?

Ele garante continuar achando que ambos saírem seria a melhor solução. Porém, admite que não seria uma decisão apenas sua. Ele está filiado ao PSD há cerca de dois meses.

— Continuo achando que seria a melhor solução ambos saírem. Mas, na hipótese de impedimento do prefeito, não decidirei sozinho — declara.

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Questionado sobre a expectativa em relação à decisão a ser tomada pela Câmara, resume:

— Eu não tenho expectativa alguma, apenas o desejo de que o prefeito compreenda que está agindo desviado da lei e que, pelo bem da cidade, a relação institucional entre prefeito e vice e as competências de cada um não podem ser desrespeitadas.

Nesta quinta-feira, a Câmara adiou por quatro dias a decisão sobre o acolhimento da denúncia.
 

 

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