Novo round entre os vereadores caxienses Rafael Bueno e Renato Nunes está a caminho - Política - Pioneiro

Mirante13/09/2017 | 08h35Atualizada em 13/09/2017 | 08h47

Novo round entre os vereadores caxienses Rafael Bueno e Renato Nunes está a caminho

Pedetista diz que foi alvo de assédio moral e pede instauração de processo

Novo round entre os vereadores caxienses Rafael Bueno e Renato Nunes está a caminho Divulgação/
Foto: Divulgação

 O novo round na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul está próximo. A presidente da  Comissão de Ética Parlamentar, Gládis Frizzo (PMDB), acatou o requerimento de Rafael Bueno (PDT), protocolado no dia 10 de agosto, que pede instauração de processo disciplinar contra Renato Nunes (PR), com punições que passam por censura, suspensão ou perda do mandato. O plenário vai decidir pela admissibilidade ou arquivamento. 

Gládis também encaminhou ao setor de Recursos Humanos a representação contra o assessor de Nunes, Fábio da Silva Campelo, que decidirá se abre sindicância ou processo administrativo disciplinar, uma vez que ele não está sujeito à Comissão de Ética, mas sim ao Estatuto dos Servidores. 

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Bueno acusa Nunes de assédio moral dentro do elevador da Câmara de Vereadores no dia 19 de julho. Já na sessão de 8 de agosto, o assessor teria ofendido o pedetista após manifestação na tribuna. O parecer prévio da vereadora deve ser votado nas próximas cinco sessões. Como no dia 20 é feriado, o prazo expira no dia 26.

No parecer do assessor jurídico da Câmara, Fabrício Carelli, consta que o requerimento é juridicamente possível e pode ser admitido, pois as alegações tratam de possível violação às regras do decoro parlamentar, uma vez que fundamentado em fatos ocorridos durante sessão  plenária e amplamente divulgados pela imprensa.

— Havendo alegação plausível, há justa causa para a instauração do processo disciplinar requerido, inclusive para afirmar, se for o caso, que nada ocorreu em prejuízo do decoro parlamentar, encontrando-se as manifestações do acusado protegidas pela liberdade de palavra, opinião e votos — opina.

Se for admitido pelo plenário, será formada uma subcomissão com três vereadores para analisar a representação.

Repeteco

As desavenças entre os dois já provocaram outra representação, porém, de Nunes contra Bueno. O plenário decidiu pelo arquivamento. Bueno chamou Nunes de "estelionatário e 171" em sessão, em março. 

Na ocasião, o governista não era vereador, mas cargo em comissão na prefeitura. Era necessário curso superior para a função, mas Nunes não tinha.

 

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