Impeachment é o revide do vice ignorado pelo prefeito de Caxias do Sul - Política - Pioneiro

Mirante20/09/2017 | 11h28Atualizada em 20/09/2017 | 11h28

Impeachment é o revide do vice ignorado pelo prefeito de Caxias do Sul

Fabris protocolou pedido um dia antes da abertura da obra mais esperada, a UPA Zona Norte

Impeachment é o revide do vice ignorado pelo prefeito de Caxias do Sul Felipe Nyland/Agencia RBS
Fabris se filiou ao PSD há cerca de dois meses e tem apoio do partido para o pedido Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

A data para o pedido de impeachment do prefeito de Caxias do Sul Daniel Guerra (PRB), desta vez protocolado na Câmara de Vereadores pelo vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (PSD), nesta terça-feira, foi escolhida a dedo: um dia antes da inauguração da UPA Zona Norte, pretendendo assim que as atenções, ao invés de se voltarem para o momento festivo, se direcionassem a um novo desgaste do governo.

O protocolo anterior de impeachment, feito pelo bacharel em Direito João Manganelli Neto, ocorreu no dia da entrega do Residencial Rota Nova. Foi rejeitado por unanimidade pelos vereadores em 5 de setembro.

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Fato é que os cidadãos – exceto os que são ligados à ferrenha oposição e trabalham pela queda de Guerra – não concordam com esse "tiroteio", ainda mais vindo do vice-prefeito, desgastado com sua renúncia ao cargo em 6 de março e a "desrenúncia" em 21 do mesmo mês. A população está cansada dessa queda-de-braço.

Ainda que a popularidade de Guerra tenha diminuído – percebe-se manifestações principalmente nas redes sociais –, há de se considerar que Fabris é visto com desconfiança por boa parcela da população desde que, às vésperas de tomar posse no Executivo, anunciou que sairia do PRB, tornando pública a crise entre os dois. Some-se aí o fato de ter se aliado à oposição.

Mas o que conta mesmo é o embasamento jurídico e os posicionamentos políticos. Situações que amparam a denúncia – como a extinção do mandato do vice, desrespeitando a Câmara de Vereadores, e a ordem de serviço declarando nulo qualquer ato de serviço de Fabris, legitimamente eleito – há tempos vêm sendo apontadas como motivos para uma possível ação contra o prefeito.

O governo Guerra parece não avaliar as consequências de algumas atitudes. 

 

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