Vice-prefeito de Caxias requer ao Ministério Público investigação sobre atuação da Guarda  - Política - Pioneiro

Mirante25/08/2017 | 09h03Atualizada em 25/08/2017 | 09h03

Vice-prefeito de Caxias requer ao Ministério Público investigação sobre atuação da Guarda 

Ele pede que seja apurado se ocorreram excessos no confronto na terça-feira e defende que comando seja responsabilizado

Vice-prefeito de Caxias requer ao Ministério Público investigação sobre atuação da Guarda  Daniel Bianchi/Divulgação
Na última terça-feira, moradores protestaram contra a reintegração de posse em frente à prefeitura municipal Foto: Daniel Bianchi / Divulgação

O  vice-prefeito de Caxias do Sul Ricardo Fabris de Abreu (PSD) ingressou, nesta quinta-feira, com uma representação junto ao Ministério Público requerendo que seja investigado se ocorreram excessos da Guarda Municipal, que possam caracterizar crime ou improbidade administrativa, no confronto com manifestantes, na terça-feira, na prefeitura de Caxias. O vice requer a responsabilização do diretor da Guarda Municipal, Ivo Rauber; o secretário de Segurança Pública e Proteção Social, José Francisco Mallmann; e o chefe de Gabinete, Júlio César Freitas da Rosa (que em algumas situações assume como secretário de Segurança interino).

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No documento encaminhado à Promotoria de Justiça, Fabris diz que houve despreparo no trato do problema, não por culpa da Guarda propriamente dita, mas do seu comando, representado pelos três citados. Ele salienta que um pequeno grupo de populares, inclusive mulheres e crianças de colo, foi reprimido com violência. Destaca que uma pessoa foi atingida na cabeça por um bastão rígido, "ato inadmissível, que poderia ter lhe levado a óbito".

Fabris afirma que não havia comando na operação, que estava desorganizada e os guardas agiam individualmente. O vice relata que presenciou a ocorrência e tentou intervir para distensionar.

"Vê-se que a Guarda estava em posição de força, em degraus elevados, munida de capacetes, escudos, bastões, armas de fogo e armas elétricas e reagiu de forma emocional a meros insultos e provocações que não podem afetar um policial numa situação dessa natureza (o prefeito foi chamado de demagogo)", descreve.


 

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