Vereadores de Caxias agora saem em defesa de renúncia do prefeito Daniel Guerra - Política - Pioneiro

Mirante24/08/2017 | 08h56Atualizada em 24/08/2017 | 09h17

Vereadores de Caxias agora saem em defesa de renúncia do prefeito Daniel Guerra

Posicionamento de Renato Oliveira (PCdoB) e Rodrigo Beltrão (PT) chamou a atenção na sessão da Câmara

Vereadores de Caxias agora saem em defesa de renúncia do prefeito Daniel Guerra Montagem sobre as fotos de Diogo Sallaberry e Marcelo Casagrande / Divulgação/Divulgação
Rodrigo Beltrão e Renato Oliveira passaram a defender a renúncia do prefeito Daniel Guerra Foto: Montagem sobre as fotos de Diogo Sallaberry e Marcelo Casagrande / Divulgação / Divulgação

A situação atípica vivida pelo município na manhã de terça-feira com o confronto entre a Guarda Municipal de Caxias do Sul e cerca de 50 pessoas desarmadas, vindas de bairros em que haverá desapropriações, naturalmente, provocou manifestações em série dos vereadores em tom condenatório. O que chamou atenção, porém, foi o posicionamento de Renato Oliveira (PCdoB) e de Rodrigo Beltrão (PT), que passaram a defender a renúncia do prefeito Daniel Guerra (PRB).

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O impeachment, que vira e mexe é mencionado na Câmara, deu lugar a outra linha. Até porque não tem como PT e PCdoB defenderem o impeachment, uma vez que esvaziaria o discurso de que foi golpe a retirada de Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República. O que falariam nas eleições e como lidariam com o rótulo de "golpista" que seria atribuído pelos apoiadores de Daniel Guerra?Aproveitando o gancho com a declaração do vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (PSD), de que "o melhor para Caxias seria se o Daniel e o Fabris vazassem", dita na reunião da UAB na terça à noite, os dois fizeram afirmações neste sentido:

— Eu não vejo demérito nenhum ao prefeito Daniel Guerra chegar, fazer uma carta, chamar uma coletiva e dizer que não tem condições de tocar essa prefeitura de Caxias — disse Renato Oliveira, quando falava sobre a situação da saúde.

— Não tenho a menor dúvida de que o prefeito Daniel Guerra não reúne mais nenhuma condição de continuar sendo prefeito... Eu não tenho, nem aqui na tribuna, como pedir a saída do secretário (José Francisco) Mallmann, porque eu sei que aquilo que ocorreu ontem (terça), na prefeitura, também é a síntese do governo, é a síntese do pensamento do prefeito, onde classifica aquelas pessoas como baderneiros, enquanto estavam dando uma aula de democracia — frisou Beltrão, na sequência. 

Ele prosseguiu falando que não defende o impeachment.

— Não tem como a gente aqui tentar fazer o que foi feito no Brasil e fazer um processo de impeachment. Eu não serei cúmplice disso, a não ser que tenha um fato do ponto de vista jurídico, concreto, inquestionável.

E sentenciou:

— Talvez fosse a questão de o prefeito mesmo dizer que não tem condições e sair.

Os vereadores jogam no ar uma hipótese, sabendo que isso não vai acontecer — pelo menos nas atuais circunstâncias. Por outro lado, Fabris disse que não sai para que Guerra não governe sozinho. Ora, o vice já não participa do governo. Sua posição não se sustenta.

 

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