Presidente do PP quer expulsão de filiado que pede impeachment do prefeito de Caxias - Política - Pioneiro

Mirante25/08/2017 | 18h53Atualizada em 27/08/2017 | 18h30

Presidente do PP quer expulsão de filiado que pede impeachment do prefeito de Caxias

João Manganelli Neto, que protocolou pedido na Câmara de Vereadores contra Daniel Guerra, integra a Juventude Progressista

Presidente do PP quer expulsão de filiado que pede impeachment do prefeito de Caxias Roni Rigon/Agencia RBS
Direção do PP não sabia que o integrante da Juventude do partido  João Manganelli Neto encaminharia o pedido Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O presidente do Partido Progressista (PP) de Caxias do Sul, Ovídio Deitos, convocou uma reunião da executiva municipal para este sábado, às 9h30min, com o objetivo de discutir a atitude do integrante da Juventude Progressista, o bacharel em Direito João Manganelli Neto, de protocolar um pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerra (PRB). Deitos e o único vereador da sigla, Arlindo Bandeira, vão propor que Manganelli seja expulso do partido.

O presidente da sigla reagiu indignado diante da medida adotada pelo filiado. O PP é contrário ao impeachment.

— Ninguém do PP foi consultado. Não partiu do partido. Não aceito que uma pessoa vinculada ao presidente da Juventude (Alexandre Bortoluz) faça isso —declarou Deitos.

Ele acrescenta que será investigado se há outros membros do partido envolvidos neste processo. Havendo esta constatação, também deverão sofrer penalidade.

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A decisão será tomada pelo diretório municipal. O presidente da Juventude, Alexandre Bortoluz, garante que também não sabia que Manganelli entraria com o pedido. Bortoluz estava na Câmara no momento em que o companheiro de partido foi efetuar o protocolo. Ele diz, porém, que foi ao Legislativo para conversar com o diretor da Casa, Rafael Toigo, e que foi pego de surpresa.

— A gente entende que foi única e exclusivamente uma decisão do Manganelli. Não foi discutido nem na Executiva, nem no diretório do PP, nem na Juventude — diz Bortoluz.

Como presidente da Juventude, ele entende que deve ser analisada a justificativa para o pedido de impeachment e, havendo crime de responsabilidade ou improbidade administrativa, deve ter prosseguimento.

O vereador Bandeira declara que votará contra a admissibilidade do pedido na Câmara de Vereadores.

A denúncia de Manganelli tem como base quatro pontos principais: violação de decisões judiciais acerca da questão do vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (PSD), violação da autonomia do Legislativo com a nomeação do líder do governo Chico Guerra (PRB) para compor a comissão que discute a ocupação da Maesa, violação de direitos sociais na manifestação desta semana, que terminou em confronto entre a Guarda Municipal e moradores, e a quebra de decoro quando o prefeito, por exemplo, ataca agentes políticos da cidade.

 

 

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