PMDB de Caxias do Sul a caminho de novo comando - Política - Pioneiro

Mirante22/08/2017 | 08h36Atualizada em 22/08/2017 | 08h36

PMDB de Caxias do Sul a caminho de novo comando

Zechin, Pisoni, Gremelmaier, Périco e Dagoberto são nomes que surgem como possibilidades para a presidência

PMDB de Caxias do Sul a caminho de novo comando Felipe Nyland/Agencia RBS
Peemedebistas decidem no sábado quem vai conduzir o partido Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Depois das divergências internas na eleição municipal do ano passado, provocadas pela decisão de concorrer ao posto de vice-prefeito, abrindo mão da candidatura própria, o PMDB caxiense se prepara para eleger diretório e executiva no próximo sábado. Desta vez, de olho nas eleições de 2018.

 No ano passado, os encaminhamentos políticos acabaram resultando em licença do presidente Ari Dallegrave, defensor da candidatura própria, durante a campanha eleitoral. Com a derrota à prefeitura, o PMDB ficou fora do poder.

O desafio do próximo presidente é grande: reaglutinar o partido. E pelo que se percebe, em contato com vários peemedebistas, não há ainda um nome de consenso para esta função.

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Surgem como possibilidades, o vice-presidente José Luiz Zechin, que assumiu interinamente o partido na campanha e é do campo oposto a Dallegrave; o presidente da Câmara de Vereadores, Felipe Gremelmaier; o líder da bancada na Câmara, Paulo Périco; o ex-presidente do partido e ex-vereador Guerino Pisoni Neto, do grupo de Dallegrave; e o secretário-geral da executiva municipal, Dagoberto Machado dos Santos.

O novo comando não terá uma missão tranquila, considerando a discussão em torno do número de candidatos a deputado estadual e a federal e de quem serão os indicados. Não bastasse, há o o trabalho em torno da candidatura de José Ivo Sartori à reeleição ao governo do Estado. Tudo isso somado à rejeição ao presidente da República, Michel Temer. A convenção será das 9h às 16h, na sede do partido, na Rua Vinte de Setembro.

Os cotados

Zechin diz que não tem pretensão de ser o presidente.

— Estou na zona de conforto, não estou pleiteando. É uma hipótese muito difícil de se concretizar. Já contribuí muito — diz o vice-presidente, destacando que não tem ido ao partido.

E dispara:

— Tem que ter vergonha na cara com certas coisas que acontecem por aí. Estou meio decepcionado — referindo-se à situação nacional.

Zechin cita Gremelmaier e Périco como dois nomes para presidir, defendendo renovação.

Pisoni admite ter sido procurado por algumas pessoas para ser o presidente, mas diz que não está querendo assumir. Ele não descarta totalmente, porém declara que é mais não do que sim.

— Acho muito difícil — define.

Gremelmaier, visto nos bastidores como um conciliador, afirma que não foi procurado, porém, sabe que seu nome está na roda. Ele está se recuperando da cirurgia de retirada da vesícula feita na segunda-feira da semana passada e espera retornar à Câmara na próxima segunda.

— Ouvi boatos somente — admite, assim como diz ter escutado também sobre os nomes de Dagoberto e de Zechin.

Gremelmaier tem plano de fazer mestrado no próximo ano, o que dificultaria a dedicação ao partido no ano eleitoral.

A bancada do PMDB no Legislativo se reuniu ontem. Hoje, Périco conversa com Dallegrave. O líder diz que não há posição fechada dos vereadores.

— Todos os nomes estão à disposição. Vamos ter que compor até sábado, primeiro vamos fechar os nomes para o diretório — diz Périco.

Dallegrave, procurado na semana passada, disse que não há definições, mas afirmou que Pisoni é um nome fortíssimo do PMDB.

Dagoberto não foi localizado.

 

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