Parecer da executiva do PP de Caxias é pela expulsão de filiado que pediu impeachment de Daniel Guerra - Política - Pioneiro

Em reunião26/08/2017 | 13h15Atualizada em 26/08/2017 | 13h15

Parecer da executiva do PP de Caxias é pela expulsão de filiado que pediu impeachment de Daniel Guerra

João Manganelli Neto, que protocolou documento, será submetido à Comissão de Ética. Partido investiga se outros integrantes participaram

Parecer da executiva do PP de Caxias é pela expulsão de filiado que pediu impeachment de Daniel Guerra Mauricio Palma / Divulgação/Divulgação
"O PP de Caxias não é um partido de golpistas", afirmou Ovídio Deitos na reunião. Foto: Mauricio Palma / Divulgação / Divulgação
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A executiva do Partido Progressista (PP), de Caxias do Sul, vai encaminhar o filiado João Manganelli Neto ao Conselho de Ética e Fidelidade Partidária. A medida deve-se à iniciativa de Manganelli, bacharel em Direito e membro da Juventude Progressista, de protocolar na Câmara de Vereadores, na sexta-feira, um pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerrra (PRB). Também será analisado e investigado se mais algum membro do partido está envolvido no caso. O parecer da executiva é pela expulsão, medida que o presidente do PP, Ovídio Deitos, já havia manifestado.

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A decisão foi tomada na manhã deste sábado em reunião da executiva do PP. As informações foram divulgadas por meio de uma nota oficial. "O processo feito por Manganelli e outros dois advogados não teve conhecimento de mais ninguém do partido", diz a nota.

— Existem interesses de outras pessoas no assunto, que estão usando filiados da Juventude do PP para fazer com que esses interesses vão à frente mediante possíveis vantagens futuras. O PP de Caxias do Sul não é um partido de golpistas e não tem espaço para esse tipo de coisas — afirma Deitos, na nota oficial. 

O vereador Arlindo Bandeira é contra a admissibilidade do processo na Câmara e reivindica que seja feita a investigação para averiguar se há mais envolvidos.

A denúncia de Manganelli tem como base quatro pontos principais: violação de decisões judiciais acerca da questão do vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (PSD), violação da autonomia do Legislativo com a nomeação do líder do governo Chico Guerra (PRB) para compor a comissão que discute a ocupação da Maesa, violação de direitos sociais na manifestação desta semana, que terminou em confronto entre a Guarda Municipal e moradores, e a quebra de decoro quando o prefeito, por exemplo, ataca agentes políticos da cidade.

 

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