Novo mal-estar entre prefeitura de Caxias e UAB - Política - Pioneiro

Mirante21/08/2017 | 08h40Atualizada em 21/08/2017 | 08h53

Novo mal-estar entre prefeitura de Caxias e UAB

Daniel Guerra assinou decreto que regulamenta a avaliação do serviço de transporte coletivo por meio de representantes das Amobs

Novo mal-estar entre prefeitura de Caxias e UAB Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O prefeito de Caxias do Sul Daniel Guerra (PRB) mais uma vez dá sinais de que pretende enfraquecer o movimento comunitário. Desta vez, assinou um decreto que regulamenta a avaliação do serviço de transporte coletivo urbano por meio de representantes das Associações de Moradores de Bairros (Amobs). O documento publicado em edição extra na sexta-feira reduz o número de 230 para 120 avaliadores e limita o cartão de acesso gratuito do avaliador ao número de 10 passagens mensais.

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Para o presidente da União das Associações de Bairros (UAB), Valdir Walter, o decreto assinado pelo prefeito Daniel Guerra é mais uma tentativa de enfraquecer o movimento comunitário. Ele pretende se reunir com o secretário de Trânsito, Transportes e Mobilidade, Cristiano de Abreu Soares, para comunicar que a UAB permanecerá realizando o trabalho só com todos os representantes das Amobs.

— Ou continuam todos ou não será ninguém — ressalta o presidente da UAB.

Walter afirma que os presidentes das Amobs utilizam as gratuidades para cobrar melhorias nos bairros.

— Mais uma vez estamos vendo que ele (prefeito) quer destruir o movimento. Os presidentes de bairros cobram as melhorias. Isso está incomodando o prefeito e unindo cada vez mais o movimento comunitário.

Nesta terça-feira, às 19h, a UAB realiza uma assembleia extraordinária para tratar sobre a devolução dos centros comunitários, a devolução da sede da UAB e a retirada do passe livre dos presidentes das Amobs.

O que diz a prefeitura

O secretário dos Transportes diz que a medida não tem a intenção de limitar o trabalho ou tirar poder da entidade. Soares ressalta que o governo está cumprindo a orientação da Procuradoria-Geral do Município para cumprir com o que estabelece o contrato de concessão do transporte coletivo com o limite do número de avaliadores e do número de passagens.

— Ao longo dos anos tinha um número muito maior de avaliadores. O contrato prevê gratuidades apenas para os presidentes de Amobs.

Segundo Soares, o decreto se destina somente para a avaliação do transporte coletivo, mas os presidentes das Amobs acabavam utilizando a gratuidade para cuidar de outros problemas.

— Em alguns casos, há um número muito grande de passagens utilizadas por mês pelo mesmo usuário. 

 

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