Juíza determina remoção de painel que tapa divisória do gabinete do vice-prefeito de Caxias - Política - Pioneiro

Mirante23/08/2017 | 08h40Atualizada em 23/08/2017 | 08h40

Juíza determina remoção de painel que tapa divisória do gabinete do vice-prefeito de Caxias

Ela diz que a medida adotada traz a conclusão de que procura-se um modo de evitar a permanência de Fabris no prédio da prefeitura 

Juíza determina remoção de painel que tapa divisória do gabinete do vice-prefeito de Caxias Ricardo Fabris de Abreu/Divulgação
Prazo é de cinco dias para remoção Foto: Ricardo Fabris de Abreu / Divulgação

A juíza Maria Aline Vieira Fonseca determinou que seja removido o painel que tapa a divisória de vidro do gabinete do vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu. No despacho, a juíza intima o município, por meio da Procuradoria, devendo informar a quem de direito dentro de suas secretarias, "para que cessem atividades que possam causar embaraço nas instalações do gabinete do vice-prefeito, no prazo de cinco dias, devendo remover, caso não tenha sido providenciado, o painel que se tornou alvo de disputa na seara política da cidade."

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O despacho é de segunda-feira. Nesta terça, o painel permanecia no mesmo local. Conforme a assessoria de imprensa da prefeitura, a Procuradoria-Geral não havia recebido a intimação. A decisão da juíza atende à solicitação de Fabris, de restituição do gabinete da forma original, conforme liminar que ele obteve na Justiça no início de abril.

A nova polêmica surgiu na semana passada, diante da determinação de Guerra de criar uma sala, colocando um painel com fotos de Caxias que tapou a divisória de vidro, impedindo a luminosidade natural.

Disputa de egos

A juíza é bastante crítica. Maria Aline diz que as petições que a Justiça vem recebendo demonstram o nítido caráter de animosidade na nova administração.

"Não se pode deixar de reafirmar o equívoco do procedimento frente às intempéries que essa briga política acarreta, sobretudo no sentido de que o processo e o Poder Judiciário não podem servir como palco para que os atores principais se engalfinhem em disputas que mais se referem aos seus próprios egos do que a qualquer outra questão", escreveu no despacho.

Ela se refere à liminar obtida por Fabris no mandado segurança para permanecer com o cargo de vice e diz que é clara no sentido de manutenção das estruturas físicas do gabinete. "O gabinete do vice-prefeito deve ser mantido de modo incólume, competindo ao seu detentor que efetue eventuais mudanças que entender pertinentes... A colocação do painel na única divisória existente só pode trazer uma conclusão: a de que procura-se um modo de evitar a permanência do vice-prefeito no prédio da prefeitura municipal".

 

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