Acolhimento de pedido de impeachment de prefeito de Caxias do Sul é incerto  - Política - Pioneiro

Na Câmara27/08/2017 | 21h18Atualizada em 27/08/2017 | 21h48

Acolhimento de pedido de impeachment de prefeito de Caxias do Sul é incerto 

Vereadores devem votar admissibilidade de denúncia na sessão de terça-feira

Acolhimento de pedido de impeachment de prefeito de Caxias do Sul é incerto  Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Daniel Guerra foi eleito em segundo turno nas eleições de 2016  Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

O acolhimento do pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerra (PRB) pela Câmara de Vereadores ainda é incerto. A maioria dos parlamentares consultados pelo Pioneiro neste domingo ainda não havia decidido se aceitaria ou não analisar a denúncia por infrações político-administrativas e crime de responsabilidade. 

Leia mais
Vereador Paulo Périco é o novo presidente do PMDB de Caxias do Sul
Parecer da executiva do PP de Caxias é pela expulsão de filiado que pediu impeachment de Daniel Guerra
Presidente do PP quer expulsão de filiado que pede impeachment do prefeito de Caxias
Protocolado pedido de impeachment do prefeito de Caxias do Sul na Câmara

O autor do pedido é o bacharel em Direito João Manganelli Neto. A denúncia foi protocolada na Câmara na sexta-feira e deve ser lida e votada na sessão de terça-feira. 

O argumentos de parte dos vereadores é de que é preciso, antes, ler o documento para, então, tirar uma posição. A segunda-feira será dedicado à análise do pedido e a reuniões entre os parlamentares. 

Guerra tem, por enquanto, seis vereadores a seu lado. Além de Chico Guerra (PRB) e Renato Nunes (PR), da base do governo, Arlindo Bandeira (PP), Gládis Frizzo (PMDB), Neri, o Carteiro (SD) e Alceu Thomé (PTB) já adiantaram que votarão contra a admissibilidade. Ricardo Daneluz (PDT) pode ser o sétimo. O pedetista revelou que, "em princípio", também vota contra.

Existe ainda uma inclinação, com certa lógica política, de que os petistas Rodrigo Beltrão e Ana Corso não votem pelo acolhimento do pedido, pois o partido protestou com veemência contra o que considerou "golpe", o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A mesma lógica pode valer para o comunista Renato Oliveira.

Apenas Adiló Didomenico (PTB) mostrou-se favorável ao acolhimento. No entanto, ele frisa que o voto será decidido em reunião da bancada.

A favor ou contra a admissibilidade?

Contra
:: Arlindo Bandeira (PP)
:: Chico Guerra (PRB) — Não foi localizado pela reportagem, mas, por ser o líder do governo, obviamente vota contra.
:: Gládis Frizzo (PMDB)
:: Neri, o Carteiro (SD)
:: Renato Nunes (PR) — Não foi localizado pela reportagem, mas, por ser da base do governo, obviamente vota contra.
:: Alceu Thomé (PTB)
:: Ricardo Daneluz (PDT) — Vereador diz que esta é sua posição, "em princípio".

A favor
:: Adiló Didomenico (PTB) — O vereador diz que a tendência é votar favorável, mas o voto será decidido em reunião da bancada do PTB.

Sem posição ainda
:: Alberto Meneguzzi (PSB)
:: Ana Corso (PT)
:: Edi Carlos (PSB)
:: Elói Frizzo (PSB)
:: Edson da Rosa (PMDB)
:: Gustavo Toigo (PDT)
:: Paula Ioris (PSDB)
:: Paulo Périco (PMDB)
:: Rafael Bueno (PDT)
:: Renato Oliveira (PCdoB)
:: Velocino Uez (PDT)
:: Rodrigo Beltrão (PT)
:: Kiko Girardi (PSD)

Não localizado
:: Flavio Cassina (PTB)

* O presidente da Câmara, Felipe Gremelmaier (PMDB), vota apenas em caso de empate. 

 

Veja também

Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros