Ação da prefeitura de Caxias contra manifestantes provoca contorno perigoso - Política - Pioneiro

Mirante23/08/2017 | 08h36Atualizada em 23/08/2017 | 13h37

Ação da prefeitura de Caxias contra manifestantes provoca contorno perigoso

Ao usar a força contra quem protesta, município perde a razão. Situação está cada vez mais crítica

Ação da prefeitura de Caxias contra manifestantes provoca contorno perigoso André Fiedler/Agencia RBS
Reação da Guarda Municipal contra cerca de 50 manifestantes será investigada Foto: André Fiedler / Agencia RBS

A ação da Guarda Municipal, na manhã de terça-feira, contra os manifestantes dos bairros Portinari, Vale Verde, Reolon, Vila Leon, Vila Verde, Salgado Filho, Cinquentenário II e Floresta, é um ingrediente pesado contra o governo de Daniel Guerra (PRB). A reação de políticos e de segmentos da sociedade contra decisões desta gestão, aliada à relação conflituosa com o vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (PSD), tem provocado posicionamentos fortes contra a administração, mas a partir de agora a situação ganha um contorno até perigoso.

Ao usar a força contra quem protesta, inclusive com uma pessoa ferida, precisando ser levada ao Pronto-Atendimento, o município perde a razão. Pelos registros em vídeos, o que se vê são os manifestantes bem próximos aos guardas, quando começa a agressão física. A prefeitura diz que vai analisar se houve irregularidade.

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Ora, se foi até usado spray de pimenta contra não mais do que 50 manifestantes não há como não perceber que houve exagero. O município não estava confrontado diante de uma situação de total descontrole, com uma imensa participação de pessoas protestando. Portanto, poderia ter sido evitado todo esse tumulto, recebendo os manifestantes. O secretário de Segurança Pública, José Francisco Mallmann, diz que os guardas reagiram às ofensas verbais. Significa, então, que a agressão física não partiu dos manifestantes.

É preciso sempre considerar o entendimento da forma mais civilizada possível. Afinal, ninguém é ingênuo de ignorar que os interesses político-partidários estão sempre a postos para esquentar os ânimos. É nessa hora que a administração e sua equipe precisam pensar duas vezes antes de agir como ontem. Está faltando tranquilidade nas relações com os contrários.

À noite, Fabris, na assembleia da UAB, chegou a dizer que "o melhor para Caxias seria se o Daniel e o Fabris vazassem". Afirmou que se Guerra fizesse a proposta de sair, ele também sairia. Só não sai para não deixar Guerra governar sozinho.

A situação é muito tensa.

 

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