Vereador diz ter sofrido assédio moral - Política - Pioneiro

Mirante24/07/2017 | 08h30Atualizada em 24/07/2017 | 20h25

Vereador diz ter sofrido assédio moral

Rafael Bueno (PDT) fez acusação a Renato Nunes (PR) durante sessão na Câmara de Vereadores de Caxias

Vereador diz ter sofrido assédio moral Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Bueno (ao fundo) relata perseguição de Nunes e um assessor.  Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Quando assumiu, no início de junho, o vereador Renato Nunes (PR) disse que não estava indo para a Câmara para fazer a Terceira Guerra Mundial. Na quinta-feira, porém, o vereador Rafael Bueno (PDT) declarou que, após a sessão do Legislativo no dia anterior, sofreu assédio moral do governista.

- Eu estava entrando no elevador, o senhor e o seu assessor foram me perseguir - disse, olhando para Nunes.

- Os assessores e os vereadores viram. O vereador Paulo Périco viu... O senhor entrou gritando dentro do elevador junto comigo. O senhor me assediou, também, moralmente dentro do elevador, e saiu gritando daqui (no plenário) no final da sessão.

O assessor a que Rafael se refere é Fábio Campelo. Conforme o pedetista, eles queriam intimidá-lo a parar de mostrar vídeos do prefeito Daniel Guerra (PRB), como faz frequentemente. Por esses vídeos, são apontadas afirmações contraditórias de Guerra antes e depois da eleição.

- Eles gritavam: "Te enxerga, rapaz". Falavam do Alceu (Barbosa Velho, ex-prefeito) e que era para aguardar, porque tinham meus vídeos pra colocar - contou Rafael.

Os vídeos seriam um em que ele afirma que votará contra todos os projetos do Governo Guerra, bons ou ruins, e outro do arremesso de um tijolo na casa de um vizinho. Ambos tiveram muita repercussão nas redes sociais.

O vereador do PR nega que tenha constrangido Rafael.

- Não houve absolutamente nada. Terminou a sessão e alguns vereadores ainda ficaram conversando no plenário, vi que o elevador estava quase fechando, corri em direção a ele e consegui apertar para que ele abrisse. Estavam eu e meu assessor Fábio. Não tinha visto que lá dentro estava o Rafael Bueno. Entramos, e ele estava o tempo todo mexendo no celular. Então, falei a ele: "vereador Rafael, você está fazendo o seu papel e eu o meu, mas tudo certo, pois nunca o considerei meu inimigo e, sim, um adversário político." E ele ainda brincou comigo, dizendo: "É verdade" - afirmou.

 
 
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