Saída de secretária do governo Daniel Guerra era inevitável após descontrole e ofensas - Política - Pioneiro

Mirante15/07/2017 | 10h30Atualizada em 15/07/2017 | 10h30

Saída de secretária do governo Daniel Guerra era inevitável após descontrole e ofensas

Márcia Rohr deixou Smel em tom dramático. Com ela, já são cinco os secretários que saíram da administração municipal

Saída de secretária do governo Daniel Guerra era inevitável após descontrole e ofensas Petter Campagna Kunrath/Divulgação
Após vazar áudio em que dizia que Fiesporte é imundícia, Márcia Rohr deixou cargo falando em ataques covardes Foto: Petter Campagna Kunrath / Divulgação

A exoneração da secretária municipal do Esporte e Lazer, Márcia Rohr da Cruz, foi o melhor caminho. A permanência dela seria insustentável nas relações com a comunidade esportiva. Em seu pedido de exoneração, Márcia diz que conduziu todas as ações nestes meses com "vergonha na cara" e que incomodou porque sempre foi a primeira a chegar e a última a sair, dedicando no mínimo 10 horas todos os dias, de domingo a domingo.

Foi uma despedida em tom dramático. Afirmou que na vida sempre deparou com ataques covardes.

A questão, porém, não é a dedicação, mas a falta de controle e o vocabulário ofensivo de Márcia, na condição de secretária, com salário pago pelo contribuinte de R$ 13.466,88.

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Em áudio vazado na quinta-feira, gravado em um encontro com funcionários da secretaria, em 29 de maio, ela se referiu ao Fiesporte como uma imundícia e aos beneficiados, como "essa gente que não tem o que fazer e que passa o dia inteiro batendo panela".

As declarações de Márcia, além de mostrarem seu desrespeito aos assistidos, comprometeram o próprio prefeito. Afinal, ela falou também, com todas as letras, que foi o prefeito Daniel Guerra (PRB) quem determinou "o corte" da Festa da Uva em 2018, a maior vitrine da cidade.

Simples: a secretária dedurou o chefe. E Guerra assinou embaixo ao respaldá-la, mediante nota divulgada no início da tarde desta sexta. O tom da ex-titular da Smel comprometia o governo.

 O dia foi tumultuado. Outros áudios surgiram. Um bombardeio, desta vez, de conversas por telefone. Em um deles, ela se refere a um ex-CC da Smel, integrante da administração passada, como "piá de m...., filhinho de papai, que achou que aquilo ali era uma colônia de férias, e nós tiramos a colônia de férias dele".

Por mais que existam divergências políticas, um agente público tem que ter uma postura, pelo menos, educada e diplomática.

Com a queda da titular da Smel, o governo Guerra contabiliza a saída de cinco secretários municipais em seis meses e meio. Além de Márcia, deixaram a administração: Darcy Ribeiro Pinto Filho e Fernando Vivian (Secretaria da Saúde), Tatiane Zambelli (Habitação) e Vania Espeiorin (Governo).

 
 

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