Presidente do PT, Ana Corso, assume na Câmara em Caxias e nega proximidade com Guerra - Política - Pioneiro

Mirante03/07/2017 | 09h37Atualizada em 03/07/2017 | 09h37

Presidente do PT, Ana Corso, assume na Câmara em Caxias e nega proximidade com Guerra

Ela toma posse nesta terça-feira no lugar de Denise Pessôa

Presidente do PT, Ana Corso, assume na Câmara em Caxias e nega proximidade com Guerra Gabriel Neves/Divulgação
Ana reforça a postura de oposição tirada no segundo turno da eleição  Foto: Gabriel Neves / Divulgação

A primeira suplente do PT na Câmara de Vereadores, Ana Corso, toma posse amanhã no Legislativo no lugar de Denise Pessôa, que entra em licença-maternidade. Ana também é presidente do PT em Caxias. Fez 1.401 votos e permanecerá como vereadora por quatro meses. Apesar de há poucos dias o vereador Rodrigo Beltrão ter dito que haveria um apoio velado do PT, enquanto instituição, ao governo Daniel Guerra (PRB), ela reforça a postura de oposição. Beltrão é contrário a esse suposto apoio.

— A posição do PT foi clara na eleição de que nós seríamos oposição tanto ao (Edson) Néspolo (PDT), se ganhasse, como ao Daniel Guerra — afirma a petista.

Segundo ela, não há uma aproximação do partido. Ana diz que votará a favor dos projetos do governo que forem bons para Caxias, mas não deixará de manifestar-se em relação às críticas, "e que ele (Beltrão) tem levantado com propriedade contra o governo". A presidente do PT afirma que sua linha é a mesma de Beltrão.

Ela diz que nestes seis meses de governo tem assistido com preocupação a situação da saúde. Ana é favorável aos médicos servidores do município baterem ponto, mas critica a forma como o prefeito tem conduzido a situação.

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— O Daniel, infelizmente, elegeu os médicos como inimigos número 1 da cidade, jogando a população contra os médicos. Ele assumiu uma postura política de ficar de bem coma população, jogar a população contra os médicos, e isso ferra com a população — declara.

A petista frisa que a postura de ligar cobrando presença de médico e de ir no Postão fazer discurso para a população não resolve. Ela defende que haja conversa com o Sindicato dos Médicos, mesmo que o Sindiserv seja o representante de todos os servidores. O Sindiserv é dirigido por Silvana Piroli, ex-presidente do PT.

A não realização do Orçamento Comunitário neste ano, consulta popular implantada no governo petista como Orçamento Participativo, também é criticado.

— Tem muito mais chance de errar ao não consultar a população e não ter a sintonia fina, dizendo onde o investimento tem que ir. Ele acaba com isso. Então, não é a nova política, é a velha política, daqueles que sempre fizeram as coisas pela sua cabeça, sem consultar a população. Muito ruim isso.

Em relação ao transporte coletivo urbano, diz:

— Torço que ele tenha as planilhas e consiga comprovar junto à Justiça que o valor poderia ser mais barato. De fora, não tenho condições de avaliar se era justo ou não (o valor). Mas acho que foi uma posição mais política do que técnica.

 

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