Prefeito Daniel Guerra diz que seu governo é alvo de sabotagem e terrorismo  - Política - Pioneiro

Mirante11/07/2017 | 09h08Atualizada em 11/07/2017 | 15h20

Prefeito Daniel Guerra diz que seu governo é alvo de sabotagem e terrorismo 

Ao fazer balanço dos seis meses, fez acusações à imprensa e aos médicos servidores em greve

Prefeito Daniel Guerra diz que seu governo é alvo de sabotagem e terrorismo  Roni Rigon/Agencia RBS
Guerra, ao lado do chefe de Gabinete, Júlio César Freitas da Rosa, apelou e disse que se fosse médico, seu gabinete seria no Postão  Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Ao falar sobre a saúde, no balanço dos seis meses de governo, área mais problemática da administração, o prefeito Daniel Guerra (PRB) optou por sair disparando contra a imprensa, tom conhecido usado pelo que ele chama de "velha política" e é repelida pelo gestor. E ainda disse que seu governo é alvo de sabotagem e terrorismo, referindo-se aos médicos servidores.

Guerra declarou que "este momento faz saltar o que estava oculto, faz saltar o que estava mascarado, faz saltar o que a população sentia e sofria em situações muito piores que a atual e que não era sequer partilhado pela imprensa".

O prefeito colocou a imprensa da cidade sob suspeita.

– Não sei por quê. Não sei, não sei se tem alguma relação com a enxurrada de milhões que a publicidade injetava nos veículos de comunicação de Caxias do Sul. Pode ser coincidência, estou fazendo apenas uma hipótese.

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Disse até que se fosse médico atenderia no Postão 24 Horas.

— Se eu fosse médico, eu estaria lá com o meu gabinete. O gabinete do prefeito seria lá no Postão. Mas eu não sou.

E teve mais. Afirmou que sabia que enfrentariam resistência, sabotagem e terrorismo. Citou como exemplo médicos que passaram no concurso público e que recebem ligações dizendo que se assumirem terão retaliações na profissão.

— Isso eu classifico como tremendo terrorismo e de sabotagem.

Fofoca

Ele atacou a imprensa também ao ser questionado sobre a viagem para Brasília, em 22 de junho, sem informar a agenda, para tratar do Caso Magnabosco. Garantiu que sua prática é de transparência e classificou de jornalismo de fofoca. Depois, disse que a imprensa não só pode, como deve fiscalizar e divulgar a administração pública.

— Nossa prática é de total transparência e muito me estranha o frisson que ocasionou quando fui a trabalho naquele dia a Brasília, uma quinta, em caráter de urgência, sendo que fiquei na quarta-feira praticamente todo o dia fora da prefeitura... Nenhum das senhoras e senhores da imprensa levantaram aonde eu andava — afirmou, citando visita a subprefeituras, UBSs e inauguração do desassoreamento na ponte do Semapa.

— Não sou e nem gosto de revistas de fofoca e nem jornalismo de fofoca. Eu devo explicações à população.

Após o bombardeio, amenizou ao dizer que não entende que a imprensa esteja aliada à oposição e que seu papel deve ser respeitado.

 

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