Gestão de conflitos marca os seis meses do governo de Daniel Guerra, em Caxias - Política - Pioneiro

Mirante01/07/2017 | 10h30Atualizada em 01/07/2017 | 11h01

Gestão de conflitos marca os seis meses do governo de Daniel Guerra, em Caxias

Tempo gasto nas polêmicas poderia ser usado para solução de problemas

Gestão de conflitos marca os seis meses do governo de Daniel Guerra, em Caxias Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Administração de Daniel Guerra conta com uma lista extensa de polêmicas Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Era esperada que a mudança de governo em Caxias do Sul, que provocou o desembarque do grupo instalado há 12 anos no Centro Administrativo, motivasse fortes embates com a oposição esmagadora que compõe a Câmara de Vereadores. Até aí não haveria anormalidade, afinal, entram em jogo relações e interesses político-partidários. Ocorre que os seis meses do governo de Daniel Guerra (PRB) têm gerado manifestações de desagrado que ultrapassaram as paredes do Legislativo.

Se de um lado alguns vereadores trabalham com afinco para que todo dia tenha algo que desgaste a administração — e contam com a indispensável ajuda do vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (sem partido) —, de outro, a prefeitura não colabora para evitar as polêmicas. O que dizer da divulgação da agenda do prefeito, tratada com sigilo em sua recente viagem a Brasília? Ou da cobrança à Apae para a regularização da calçada? Ou ainda a multa ao Lar da Velhice São Francisco de Assis?

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Fica no ar se é falta de traquejo para lidar com situações tão delicadas ou se a "nova política" é assim mesmo, adepta ao "doa a quem doer". A torcida é para que o governo encontre o tom certo e a sensibilidade para tratar episódios desse tipo.

A lista de divergências é extensa. A dos desafetos políticos também. O principal, sem dúvida, é o ex-prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT).

Numa breve retrospectiva, tem-se: a interminável greve dos médicos do SUS, a judicialização sobre o valor da tarifa do transporte coletivo e o risco de indenização à concessionária, o adiamento da Festa da Uva — principal vitrine da cidade, a mudança do discurso com a nomeação de um vereador para o cargo de secretário, a não liberação de verba do Fiesporte e o cancelamento das castrações de animais, só para citar algumas situações.

Em abril, Guerra recebeu um ato de apoio. Em junho, a manifestação foi de protesto, ainda que sem grande adesão. Nas redes sociais, que até pouco tempo transbordavam elogios ao prefeito, já se percebem críticas com mais frequência.

É uma pena que ocorram tantos conflitos, consumindo um tempo que poderia ser utilizado para a solução de temas indispensáveis à comunidade.

 
 

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