Prefeito de Caxias do Sul ignora o primeiro protesto contra seu governo - Política - Pioneiro

Manifestação13/06/2017 | 19h00Atualizada em 13/06/2017 | 20h04

Prefeito de Caxias do Sul ignora o primeiro protesto contra seu governo

Daniel Guerra manteve agenda e atendeu a comissão de negociação da campanha salarial do Sindicato dos Servidores Municipais 

Prefeito de Caxias do Sul ignora o primeiro protesto contra seu governo Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Manifestantes se reuniram no largo do Centro Administrativo e protestaram em defesa das políticas públicas de Caxias Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Representantes de entidades das áreas da saúde, assistência social, esporte, causa animal e do movimento comunitário protestaram contra o governo do prefeito Daniel Guerra (PRB) na tarde de hoje no largo do Centro Administrativo. O ato intitulado ¿defesa das políticas públicas em Caxias¿ reuniu cerca de 150 pessoas e cobrou diálogo e a manutenção dos repasses de dinheiro público para entidades como Apae, projetos do Fiesporte e a abertura do edital para o Financiarte. Os manifestantes cobraram a presença do prefeito para dar explicações.

Um dos organizadores do protesto, o presidente a comissão de negociação dos médicos da rede municipal em greve, o médico André Pormann diz que o objetivo da manifestação é cobrar que cada entidade tenha o direito a uma discussão com o prefeito.

– Não queremos o fechamento de albergues, não queremos o fechamento da Apae e nem queremos a restrição da cultura. Queremos que tudo se mantenha.

A médica da rede municipal e protetora animal independente Tatiana Furlan cobrou de Guerra as promessas de campanha para a área. Segundo ela, a principal reivindicação é o retorno das castrações dos animais de rua.

– Me sinto triste e decepcionada com esse governo. Fiz campanha e votei no Guerra. Fui CC no Ipam por quatro meses, mas após cobrar da Andreia Guerra (primeira dama) as promessas do prefeito para a causa animal fui exonerada. Ainda bem. Agora estou livre para cobrar – diz Tatiana.

Do alto do carro de som, o produtor cultural Robinson Cabral também criticou a atuação do governo Guerra que cancelou o Carnaval e a Festa da Uva.

– A cultura tem valor agregado e gera muito imposto. Dizer que não tem dinheiro é papo de quem não entende nada de economia. Tem gente amadora tomando conta da cidade – criticou.

O vereador Chico Guerra (PRB), irmão do prefeito, acompanhou parte da manifestação das escadarias do prédio do Centro Administrativo. Ele negou que estivesse no local a pedido do chefe do Executivo e classificou a manifestação como política.

– Acredito que os vereadores montaram isso para tumultuar e mostrar força. Pelo que vi, o povo não comprou a ideia contra o prefeito e de bater no governo. Tudo o que tem aqui (as reivindicações) já foi explicado. Todas as informações estão bem claras no site da prefeitura – disse Chico.

Durante o protesto, Guerra manteve normalmente sua agenda com o ex-prefeito de Maringá  Sílvio Barros e com a comissão de negociação da campanha salarial do Sindicatos dos Servidores Municipais (Sindserv). Por meio da secretária de governo e coordenadora de Comunicação, Vania Espeiorin, o prefeito Daniel Guerra se restringiu a dizer que "respeita a livre manifestação da população".

Os organizadores prometem protestar contra a administração municipal a cada 15 dias. 


 
 

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