"Não tenho condições de explicar", afirma chefe de Gabinete do prefeito Guerra sobre seleção de CCs - Política - Pioneiro

Mirante08/06/2017 | 08h15Atualizada em 08/06/2017 | 08h15

"Não tenho condições de explicar", afirma chefe de Gabinete do prefeito Guerra sobre seleção de CCs

Júlio César Freitas da Rosa foi à Câmara de Vereadores e justificou que também participou do processo mediante envio de currículo

"Não tenho condições de explicar", afirma chefe de Gabinete do prefeito Guerra sobre seleção de CCs Matheus Teodoro/Divulgação
Falta de explicações de Júlio Freitas (centro) foi vista como um deboche à Cãmara de Vereadores Foto: Matheus Teodoro / Divulgação

O chefe de Gabinete do prefeito Daniel Guerra (PRB), Júlio César Freitas da Rosa, esteve ontem na Câmara de Vereadores para responder sobre o processo de seleção de currículos para o preenchimento de cargos em comissão (CCs), no Executivo. A ida dele se deu mediante convocação da Casa, pela insuficiência de informações ao requerimento de autoria dos vereadores petistas Denise Pessôa e Rodrigo Beltrão e de Renato Oliveira (PCdoB) sobre o assunto.

Júlio Freitas foi à Câmara para dizer que não sabe de nada.

— Eu sinto que não tenho condições de explicar como foi o processo de recebimento, triagem, critérios, seleção de pessoas, através de currículos, para ocupar os cargos em comissão do Poder Executivo — declarou.

Ora, se não sabia, deveria ter se informado para atender ao Legislativo, legitimamente composto por representantes da sociedade.

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— O então prefeito eleito, Daniel Guerra, dentro dos critérios que ele adotou, seja pessoal, ou com auxílio de alguém, com auxílio de alguma equipe, com auxílio de uma empresa de recursos humanos, se pagou com recursos próprios dele, eu não tenho como responder como chefe de Gabinete. Por que eu digo isso? Primeiro, porque é anterior a 1º de janeiro de 2017; segundo, eu não tive e não tenho nenhuma informação pretérita a 1º de janeiro, porque participei desse processo seletivo quanto qualquer outro que enviou seu currículo — alegou o representante do Executivo.

Por esse segundo motivo, disse que não poderia ter conhecimento de como foi feita a seleção, pois como participante do processo teria informações privilegiadas.

Mesmo assim, naturalmente, depois que passou a ocupar a função diretamente ligada ao prefeito é uma obrigação ter conhecimento.

Deboche

Adiló Didomenico (PTB) não se conteve e disse que Júlio Freitas tinha ido à Câmara para debochar.

— Não gosto de ser deselegante com ninguém, mas eu sou obrigado a dizer que o senhor veio aqui para debochar desta Casa... Eu quero lhe dizer que essa questão do currículo, para mim, caiu por terra. Isso aí foi um discurso para iludir uma parte da população, mas não a este Parlamento.

Rodrigo Beltrão (PT) foi na mesma linha, dizendo que o Poder Público é impessoal e as perguntas foram feitas para o chefe do Executivo.

— O chefe do Executivo designou o chefe de Gabinete para responder. Por isso, ele foi convocado. Não é por causa dos belos discursos ou lindos olhos. É por conta da designação do senhor prefeito... Então, esse argumento não pode ser sustentado de que: "Ah, não sabia". O petista acrescentou que não acreditava que o chefe de Gabinete tenha passado por uma seleção republicana, isenta e sem influência política.

Jeitinho

Foi interessante a manifestação de Freitas sobre o uso da expressão "jeitinho" pela atual administração, o que tem provocado a ira de alguns vereadores de oposição. Ele disse que não era pessoalizado.

— Onde nós verificamos os jeitinhos? Quando a administração não exige que os médicos cumpram a sua carga horária e batam ponto, foi feito um jeitinho; quando a administração pública paga aluguéis caríssimos para prédios privados, e se verifica que existem vários prédios públicos do município, várias áreas públicas, distribuídos, de forma gratuita... Há muitos FGs (funções gratificadas) que foram distribuídos sem a capacidade técnica para se estar na função, apenas para que houvesse a incorporação.

 
 

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